O rombo de R$2,7bi no orçamento e o “Desgoverno Ibaneis & Celina” tentando virar só Celina

Mal assumiu o cargo e Celina Leão já chamou Valdivino Oliveira — velho conhecido da Secretaria de Fazenda e Planejamento — com a desculpa de “organizar a casa”.

Resultado? Valdivino não perdeu tempo e jogou a bomba: o GDF tem um déficit orçamentário de R$ 2,7 bilhões. Um rombo que ele acusa vir de anos de “máquina desgovernada” (que Celina ajudou a “desgovernar”), programas eleitoreiros criados sem qualquer planejamento, sem previsão orçamentária e sem lastro financeiro.

Ainda deu um exemplo: o “Vai de Graça”, aquele programa de passagem de ônibus “gratuita” nos fins de semana, saído do nada, de um dia para o outro, sem estudo, sem análise, pura demagogia eleitoral.

O anúncio éra uma bomba programada, no projeto eleitoral de Celina, para Ibaneis, mas saiu como um tiro de bazuca no seu próprio pé.

O problema é que Celina Leão não é uma espectadora do governo Ibaneis. Ela foi parte ativa dele durante sete anos e quatro meses.

A Vice-governadora mais atuante da história recente do DF, substituiu Ibaneis dezenas de vezes (às vezes por longos períodos), participava das principais decisões, posava ao lado dele dizendo “nosso governo” e tocava pessoalmente várias obras, programas, projetos. Inclusive esse tal “Vai de Graça”.

Agora ela quer posar de salvadora que chegou para arrumar a bagunça que o antecessor deixou?

Não cola, dona Celina.

Você não foi uma vice “ de enfeite”. Foi vice-operadora, vice-executora, vice-decisora. Sentou no gabinete ao lado, assinou atos, aprovou gastos e ajudou a tocar a mesma “máquina desgovernada” que Valdivino agora denuncia.

Chamar alguém para jogar a verdade no ventilador foi um tiro no pé, e direto na imprensa mais abrangente, na CBN, no DFTV. O povo não é bobo assim, todo mundo sabe que você não é oposição ao Ibaneis — você é o governo Ibaneis com outro nome. Celina 0.5, como já estão chamando por aí.

A estratégia de se desconectar do legado desastroso do antecessor era previsível, já não ia colar, mas você ainda executa de forma amadora. Ao invés de se afastar, você acabou lembrando a todos que esteve lá o tempo todo, dentro da sala, participando ativamente dos mesmos desmandos.

Durmam com isso. Ou acordem e observem: quando você manda jogar pedra no telhado alheio, mas morou anos debaixo do mesmo telhado (e continua morando), a pedra sempre volta. E dessa vez ela voltou com R$ 2,7 bilhões de rombo estampado na cara.

Boa sorte tentando explicar que o desgoverno era só do Ibaneis.

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