Na terça-feira (25), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 15ª DP, deflagrou a segunda fase da operação Apate. A ação teve o objetivo de cumprir quatro mandados de prisão e quatro de busca e apreensão contra integrantes de uma organização que praticava golpes contra idosos. Os mandados foram cumpridos em Samambaia, Recanto das Emas e Guará.
O grupo investigado atuava com o chamado “golpe da cesta básica”, que se iniciava com a participação de duas mulheres que se passam por servidoras do CRAS. Elas visitavam as vítimas em suas residências e informavam que elas haviam ganhado uma cesta básica. Contudo, para recebê-la, as autoras coletavam os dados pessoais das vítimas e tiravam fotografias dos rostos (fotos selfies). Na posse das informações, as autoras promoviam a abertura de contas bancárias em nome das vítimas com a finalidade de contrair empréstimos e realizar transferências bancárias para contas de outros integrantes do grupo.
A primeira fase da operação, desencadeada no dia 18 de fevereiro, resultou na prisão de três mulheres, de 29, 31 e 27 anos, e dois homens de 33 e 28 anos.
Com o aprofundamento da investigação, os agentes conseguiram identificar outros quatro integrantes do grupo criminoso. Um deles, de 35 anos, era o responsável por adquirir as cestas básicas utilizadas na execução dos crimes. Ele recebeu valores, por meio de Pix, como pagamento pelos serviços realizados por ele e pela esposa.
A outra envolvida, 31, e uma mulher, de 39 anos, também atuavam na execução dos crimes de estelionato praticados. Elas se passavam por falsas funcionárias do CRAS e ludibriavam as vítimas para obter as fotografias “selfies”.
Outro indivíduo, 37, tinha a responsabilidade de repassar ao grupo os dados pessoais e financeiros das pessoas que seriam ludibriadas pelo bando.
Além de atuar no DF, entre os meses de setembro e dezembro de 2024, o grupo agiu na cidade de Uberlândia/MG, onde cometeu os mesmos crimes.
Entre os procurados, apenas dois homens foram localizados e presos. Todos os investigados foram indiciados pelo crime de organização criminosa e estão sujeitos a pena de três a oito anos de prisão.
Os autores irão responder pelos crimes de estelionato que tenham participado. A pena por cada um destes delitos, por envolver vítimas idosas, pode alcançar os 10 anos de prisão.
* Na mitologia grega, Apate era a deusa que personificava o engano, a fraude e o dolo.
Assessoria de Comunicação – Ascom/DGPC
PCDF, excelência na investigação