Levantamento aponta que 58% não querem Lula candidato e 62% preferem que Bolsonaro apoie outro nome
A nova rodada da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quinta-feira (17), mostra que a maioria dos brasileiros não quer ver nem Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nem Jair Bolsonaro (PL) como candidatos à Presidência da República em 2026. Segundo o levantamento, 58% dos entrevistados acreditam que Lula não deve tentar a reeleição. Outros 38% defendem uma nova candidatura do petista, enquanto 4% não souberam ou preferiram não responder.
Em relação ao ex-presidente Bolsonaro, atualmente inelegível até 2030, 62% dos entrevistados afirmaram que ele deve abrir mão da disputa e apoiar outro nome. Apenas 28% defendem que ele mantenha sua candidatura, enquanto 10% não souberam responder. A inelegibilidade de Bolsonaro foi determinada pelo TSE e ainda pode ser contestada no STF.
Desde o último levantamento, em maio, houve uma queda de oito pontos percentuais entre os que rejeitam a candidatura de Lula. Ao mesmo tempo, o apoio a uma nova tentativa de reeleição por parte do presidente subiu seis pontos percentuais. O movimento indica uma leve recuperação na base de apoio ao petista, mas ainda insuficiente para reverter a maioria contrária à sua presença nas urnas.
Já no caso de Bolsonaro, a oscilação foi mais discreta. O percentual dos que não desejam sua candidatura caiu três pontos, enquanto o grupo que o quer novamente na corrida eleitoral cresceu apenas dois pontos. Apesar disso, a rejeição ao retorno do ex-presidente segue majoritária.
A pesquisa foi feita após uma série de acontecimentos políticos, incluindo o veto de Lula ao aumento de deputados federais e decisões recentes do STF que reforçaram a aliança institucional com o Executivo. A percepção sobre o cenário político pode ter influenciado os números, embora a tendência de rejeição a ambos os líderes se mantenha.
A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento reforça o sentimento de cansaço do eleitorado em relação aos protagonistas da polarização política dos últimos anos e levanta espaço para alternativas na disputa presidencial de 2026.






