Não se engane quem acha que existe possibilidade de Alexandre de Moraes sair ileso
Por Tiago Lucero
Nos últimos anos, o ministro Alexandre de Moraes tem conduzido uma cruzada contra a liberdade de expressão, impondo censura e perseguições políticas disfarçadas de defesa da democracia. Suas decisões arbitrárias de bloquear contas e perseguir opositores políticos refletem não uma proteção ao Estado de Direito, mas um ataque sistemático às vozes dissidentes. Agora, ao desafiar diretamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o bilionário Elon Musk, Moraes entra em uma batalha que certamente terá um preço alto.
As ações de Moraes extrapolam os limites da jurisdição brasileira e representam uma tentativa de controlar plataformas que operam sob a proteção das leis norte-americanas. O processo movido por Trump e pela Rumble contra o ministro no sistema judiciário dos EUA demonstra que sua ofensiva contra a liberdade digital não será tolerada sem resistência. Os Estados Unidos, maior potência militar e econconômica do planeta e berço da Primeira Emenda, não permitirão que um magistrado estrangeiro dite regras que contrariem seus princípios fundamentais.
A insistência de Moraes em confrontar esses atores de imenso poder político e econômico pode resultar em consequências graves. Primeiramente, a crescente oposição internacional pode levar à sua desmoralização e isolamento no cenário global, enfraquecendo sua autoridade até mesmo dentro do Brasil. Além disso, o peso da administração Trump certamente trará sanções diretas contra ele e contra o sistema judiciário brasileiro que apoia suas decisões autoritárias.
Outra possibilidade é que, com o avanço das tensões, empresas como X e Rumble passem a ignorar as ordens de Moraes, reforçando sua imagem de um magistrado sem jurisdição fora do Brasil e reduzindo sua eficácia como censor. Caso essa resistência se amplie, Moraes pode se ver sem alternativas viáveis para sustentar sua cruzada contra opositores, sofrendo um inevitável revés jurídico e político.
O preço que Moraes pagará por desafiar o poder global será, sem dúvida, alto. Ele se colocou em rota de colisão com as maiores potências tecnológicas e políticas do mundo, sem possuir a força necessária para sustentar essa guerra. Sua perseguição arbitrária não apenas ameaça sua posição dentro do Brasil, mas pode, a longo prazo, torná-lo um exemplo de como a tentativa de censurar a internet pode resultar na ruína de quem a promove. Se persistir nessa jornada, sua queda será inevitável diante da impossibilidade de superar o poderio dos Estados Unidos e de seus aliados na defesa da liberdade de expressão.