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Por Tiago Lucero
A frase é batida, mas o STF parece não ter entendido o aviso. E não há aqui hipótese ou nuance: tanto o Supremo quanto o lulismo que o instrumentalizou irão cair. É apenas questão de tempo.
A esquerda, neste momento, vive sua catarse. Comemora em botecos de copo sujo em Brasília, entre petiscos veganos e o blazê de Caetano, embriagada em sua necessidade patológica de manter a empáfia. Não percebe que cavou a própria cova — ou finge acreditar que será salva dela.
Por trás dessa celebração patética, está a chave que sustenta tudo: a sistemática instrumentalização das instituições pelo lulismo. Foi assim que se moldaram Congresso, Judiciário e até a narrativa pública pela imprensa marrom ao longo de três décadas. Esse foi o motor que garantiu uma condenação construída sobre bases legais frágeis, quando não inexistentes. E aqui pouco me importa o mérito da acusação — se Bolsonaro é ou não culpado — o problema está no processo, no atalho jurídico, que inevitavelmente conduzirá à derrocada da própria esquerda e do establishment que ela ajudou a montar e sustentar.
No campo político, o quadro é ainda mais cristalino: o lulismo, ou petismo, que é a mesma coisa, está isolado. Mantém-se de pé apenas pela chantagem, pela chave do cofre que distribui emendas e favores a parlamentares fisiológicos. Não há base, não há aliados, não há o que segure os partidos pulando fora do barco. O isolamento é visível — e irreversível.
No plano internacional, o preço será ainda mais salgado. Lula pode posar sorridente ao lado de chanceleres europeus, e fingir que conseguira abrir mercados que ele mesmo destruiu, mas é tudo teatro: nenhum país do continente vai se opor aos EUA para salvar seu governo. Muito menos China e Rússia, que utilizam o bobo barbudo da corte como ventrílogo das palavras que eles não podem dizer aos americanos. Aliás, essa aliança é inconcebível para os americanos – eles jamais deixaram o Brasil escapar de sua esfera de influência, ainda mais na beira de um conflito global. E nisso o julgamento para eles se tornou simbólico e será instrumentalizado ainda melhor que pela oposição interna para atacar o esquerdismo tupiniquim.
Economicamente vendemos pouco, dependemos de muito, e quem define o jogo da demanda não somos nós – não adianta o Lula imaginar que no grito vai achar comprador para aquilo que os americanos e europeus deixarão de comprar. O resultado? Uma tempestade econômica: desindustrialização acelerada, fuga de capitais, inflação fora de controle. Nem Bolsa Família, nem auxílios, nem narrativas progressistas vão encher a geladeira quando o litro de leite custar cinquenta reais.
No final restaram apenas universitários frustrados apegados à estética do progressismo e adolescentes iludidos pelas promessas mofadas do socialismo achando que são “resistência democrática”. Mas fora da bolha, a realidade é que o sistema desmorona.
O futuro próximo é previsível. Talvez o Congresso segure a onda por um ano, sem aprovar a anistia, de olho em emendas e verbas. Mas qualquer governo de centro-direita que assumir vai varrer essa condenação com uma anistia ampla, não por benevolência, mas por sobrevivência. E sim, você leu bem, o esquerdismo morreu nas urnas, não vai eleger ninguém, o próximo governo e a próxima legislatura serão totalmente dominados pela direita e centro-direita. E, quando a maré virar, é provável que os mesmos juízes e políticos que hoje se pavoneiam descubram, tarde demais, que a vingança não foi contra Bolsonaro. Foi contra eles próprios.
No fim, a frase permanece: quem cava cova para o inimigo acaba enterrado junto.






