Veja todos os aumentos de impostos do Lula

Lista inclui alta de impostos, criação de novas taxas e fim de isenções em setores como apostas, combustíveis e investimentos

Desde janeiro de 2023, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adotou ao menos 25 medidas para elevar a arrecadação federal. As ações incluem aumento de tributos, criação de novas cobranças e o fim de benefícios fiscais, com o objetivo de reduzir o déficit público.

Em 2023, o governo implementou:

  • Reoneração do PIS/Cofins sobre combustíveis;

  • Aumento do IPI para armas de fogo e munições;

  • Limitação do uso de Juros sobre Capital Próprio (JCP);

  • Tributação de fundos exclusivos e offshores;

  • Retomada do voto de qualidade no Carf.

Em 2024, as medidas adotadas incluíram:

  • Retomada total da tributação sobre combustíveis;

  • Fim da isenção de IRPJ e CSLL sobre incentivos fiscais estaduais;

  • Criação da “taxa das blusinhas” (20% sobre compras internacionais acima de US$ 50);

  • Tributação mínima global de 15% para lucros de multinacionais com receita superior a €750 milhões.

Em 2025, destacam-se:

  • Regulamentação das apostas online, com tributação total estimada em até 50%;

  • Reoneração progressiva da folha de pagamentos de empresas e municípios até 2028;

  • Extinção do Perse, encerrado ao atingir o teto de R$ 15 bilhões.

Outras medidas adicionais:

  • Aumento do IOF:

    • 3,5% sobre compras internacionais com cartão;

    • 3,5% sobre remessas não especificadas ao exterior;

    • 0,38% fixo sobre operações de crédito com empresas;

  • Tributação de seguros de vida com grandes aportes;

  • Tributação de cotas de FIDCs.

Em julho de 2025, a Medida Provisória 1303/2025 trouxe novas alterações:

  • Fim da isenção de IR sobre LCIs, LCAs, CRIs e CRAs (nova alíquota de 5%);

  • Aumento da tributação sobre apostas (de 12% para 18%);

  • Elevação da CSLL para instituições financeiras (de 9% para 15%);

  • Criação de imposto de 17,5% sobre ganhos com criptoativos e ativos virtuais;

  • Aumento da alíquota sobre JCP de 15% para 20%, a partir de 2026.

Essas medidas consolidam uma estratégia do governo para buscar equilíbrio fiscal, com impacto direto sobre empresas, consumidores e investidores.

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