PT continua no discurso de “luta de classes” após derrota no IOF

Lindbergh Farias diz que “coalizão econômica” no Congresso tenta impedir justiça tributária proposta pelo governo

Mesmo após a derrota na tentativa de elevar o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), o PT reafirmou que continuará investindo no discurso de que “os ricos devem pagar a conta”, apostando na retórica da luta de classes como linha central de sua estratégia política. Para o partido, a derrubada da medida pelo Congresso é uma vitória dos interesses do mercado financeiro e dos grupos mais ricos.

Segundo Lindbergh Farias (PT-RJ), líder da bancada na Câmara, a decisão do Legislativo obriga o governo a repensar R$ 12 bilhões no orçamento, podendo afetar áreas como saúde e educação. Mas, para ele, o impacto maior é simbólico: “Se montou uma coalizão econômica e política contra a ideia de justiça tributária. O povo vai pagar, e os ricos seguem blindados”, disse à CNN.

A narrativa, baseada no enfrentamento entre “povo trabalhador” e elites econômicas, não é nova no vocabulário petista, mas deve ganhar força como eixo da mobilização para 2026, caso Lula dispute a reeleição.

O Planalto também considera que o veto ao aumento do IOF foi articulado com aval do centrão, o que, segundo o PT, “expõe o verdadeiro lado de quem diz estar com o povo, mas age em nome dos bilionários”.

Apesar do revés, Lindbergh promete manter o enfrentamento: “A gente só muda o país se fizer isso. Virou uma questão central pro Lula e vamos procurar esse embate.”

Dentro da estratégia, petistas acreditam que o discurso de “nós contra eles” ainda pode render dividendos eleitorais. Mas reconhecem, em conversas reservadas, que tudo dependerá das pesquisas do próximo ano. Se Lula estiver bem posicionado, o centrão pode voltar a apoiá-lo — com ou sem IOF.

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