Nova variante da COVID-19, XFG, é identificada no Ceará e já circula em 38 países
A COVID-19 é uma infecção respiratória aguda causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, um vírus de alta transmissibilidade e impacto global. O agente patógeno pertence à família Coronaviridae e foi identificado pela primeira vez em dezembro de 2019, em pacientes com pneumonia de causa desconhecida na cidade de Wuhan, na China. Desde então, o vírus passou por diversas mutações, originando novas variantes que continuam sendo monitoradas por autoridades sanitárias em todo o mundo.
Uma dessas variantes, a XFG, foi recentemente detectada no Brasil. De acordo com a Secretaria de Saúde do Ceará, sete amostras testaram positivo para essa nova linhagem do coronavírus no estado. A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou que a variante XFG já foi identificada em 38 países e, em 25 de junho, passou a ser oficialmente colocada sob monitoramento.
Apesar da disseminação internacional, a OMS avalia que a XFG representa baixo risco adicional à saúde pública em escala global. A organização também reforça que as vacinas atualmente aprovadas continuam eficazes contra formas sintomáticas e graves da doença, mesmo diante dessa nova variante.
😷 Quais são os sintomas da variante XFG?
Segundo o Centro Médico da Universidade de Nebraska (EUA), o principal sintoma observado na infecção pela variante XFG é a rouquidão. A mutação provoca secura e irritação na garganta, alterando a voz do paciente.
Além disso, a variante pode causar sinais clínicos semelhantes aos da fase inicial da pandemia, como:
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Falta de ar;
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Perda de olfato e paladar;
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Redução do apetite.
🔬 XFG é mais perigosa?
Até o momento, não há estudos conclusivos que associem a variante XFG a maior gravidade clínica. A OMS informou que a vigilância rotineira não identificou aumento de severidade em relação às variantes anteriores. No entanto, pesquisadores apontam que a variante possui mutações na proteína spike, que podem torná-la mais contagiosa e capaz de escapar parcialmente da resposta imune.
O virologista Lawrence Young, da Universidade de Warwick, no Reino Unido, destaca que essas mutações aumentam a competitividade da XFG e de sua subvariante XFG.3, facilitando a transmissão do vírus, especialmente em populações com imunidade reduzida.
👥 Quem está em maior risco?
Embora a maioria dos casos apresente sintomas leves a moderados, cerca de 15% podem evoluir para quadros graves e 5% para formas críticas, com complicações como insuficiência respiratória, trombose e sequelas neurológicas.
Pacientes de todas as idades estão sujeitos à chamada condição pós-COVID (ou “COVID longa”), que pode afetar diversos órgãos, incluindo pulmões, coração, cérebro e até a saúde mental. Mesmo casos leves podem resultar em sintomas persistentes, e a condição ainda está sendo amplamente estudada.
Crianças e adolescentes, embora geralmente apresentem formas mais brandas da doença, podem desenvolver a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P), uma resposta inflamatória tardia grave, que exige hospitalização e pode ser fatal. Vale ressaltar que sintomas respiratórios nem sempre estão presentes nesses casos.
Adultos também podem manifestar uma versão semelhante, conhecida como Síndrome Inflamatória Multissistêmica em Adultos (SIM-A), caracterizada por uma combinação de sintomas cardiovasculares, gastrointestinais, dermatológicos e neurológicos.






