Bancos brasileiros “sangram” R$41bi em um dia com decisão de Flávio Dino

Escalada de tensão entre EUA e Judiciário brasileiro aumentou insegurança no mercado financeiro

As ações dos maiores bancos do país despencaram no pregão de terça-feira (19/8), com perdas que somaram R$ 41,3 bilhões em valor de mercado. O tombo refletiu a insegurança dos investidores diante do acirramento da crise entre os Estados Unidos e o Supremo Tribunal Federal (STF).

O Banco do Brasil liderou as quedas, recuando 6,03%, a R$ 19,80. Santander caiu 4,88% (R$ 25,94), Itaú 3,63% (R$ 36,31), Bradesco 3,43% (R$ 15,79) e BTG Pactual 3,48% (R$ 43,50). O Ibovespa encerrou em baixa de 2,1%, a 133,9 mil pontos, maior queda diária desde abril.

De acordo com a Bloomberg, os impactos em valor de mercado foram: Itaú (–R$ 14,7 bi), BTG (–R$ 10,7 bi), Banco do Brasil (–R$ 7,2 bi), Bradesco (–R$ 5,4 bi) e Santander (–R$ 3,2 bi).

A turbulência veio após decisão do ministro Flávio Dino, que determinou que nenhuma empresa atuante no Brasil poderá aplicar restrições ou bloqueios baseados apenas em medidas unilaterais de outros países. A medida foi interpretada como reação às sanções impostas pelos EUA a Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky.

Em resposta, o Departamento de Estado norte-americano afirmou que tribunais estrangeiros não podem anular sanções dos EUA nem proteger alvos de suas medidas. O comunicado ainda trouxe críticas diretas ao ministro Moraes.

Analistas avaliam que a decisão colocou bancos brasileiros com operações no exterior em uma “encruzilhada”: cumprir a determinação do STF ou respeitar as sanções norte-americanas. No pior cenário, instituições podem sofrer punições nos EUA, como bloqueio de ativos, perda de contratos e restrições ao uso do dólar em transações.

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