Ruy Ferraz Fontes, 64 anos, era considerado inimigo nº 1 da facção criminosa e já havia sofrido tentativas de atentado
O ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo Ruy Ferraz Fontes, 64 anos, foi assassinado a tiros na noite de segunda-feira (15/9), em Praia Grande, no litoral paulista. Reconhecido pelo combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC), ele era tratado como um dos maiores inimigos da facção.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública de SP, a execução é investigada como vingança. Fontes foi jurado de morte pelo líder da facção, Marcola, em 2019, após ter conduzido operações que desarticularam núcleos do PCC no início dos anos 2000.
Câmeras de segurança mostram o ex-delegado tentando escapar de criminosos em uma perseguição, até bater em um ônibus e capotar. Os atiradores, que estavam em uma Toyota Hilux SW4 preta, desceram e dispararam contra o veículo. O carro usado no ataque foi encontrado incendiado pouco depois.
Além da morte de Fontes, duas pessoas que estavam próximas foram atingidas, mas não correm risco de vida. A polícia mobilizou mais de 100 homens de batalhões especializados para buscas na Baixada Santista.
Durante sua carreira de 40 anos, o delegado atuou em unidades como o Denarc, Deic e Decap, até assumir a Delegacia-Geral da Polícia Civil. Desde 2023, ele ocupava o cargo de secretário de Administração de Praia Grande.
Fontes já havia escapado de ao menos quatro atentados e assaltos desde 2012. Em todas as ocasiões, reagiu e conseguiu sobreviver. Desta vez, o ataque fatal reforça a linha de investigação que aponta o PCC como mandante.






