Trump e Lula: abraços, química, e discursos opostos

O ChatGPT disse:

Na abertura da Assembleia Geral da ONU, Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva dividiram os holofotes, mas deixaram claro que se encontram em polos opostos no tabuleiro internacional. O aperto de mão cordial diante das câmeras contrastou com discursos que revelaram um fosso profundo entre Washington e Brasília.

Trump, em tom confiante, voltou a criticar a própria ONU. “São palavras vazias. O que resolve guerras é ação”, disparou, repetindo a linha de que os Estados Unidos não precisam da organização para agir. Lula respondeu com firmeza e na direção contrária: “O multilateralismo está diante de uma encruzilhada. É preciso fortalecer a ONU”.

O clima foi outro ponto de choque. Trump exaltou combustíveis fósseis e negou o aquecimento global, enquanto Lula colocou a pauta ambiental no centro de sua fala. “Bombas e armas nucleares não vão nos proteger da crise climática. A COP30, em Belém, será a COP da verdade”, disse o presidente brasileiro, que prometeu reduzir em até 67% as emissões do país.

No campo econômico, Trump exaltou cortes de impostos e acordos bilaterais que, segundo ele, colocaram os EUA no topo da prosperidade. Lula, em contrapartida, denunciou tarifas unilaterais e pediu a refundação da Organização Mundial do Comércio para restabelecer um equilíbrio global.

As diferenças também se estenderam à democracia. Trump reforçou sua política de fronteiras fechadas, defendendo “tolerância zero” à imigração ilegal. Lula rebateu: “A democracia perde quando fecha suas portas e culpa migrantes pelas mazelas do mundo”.

Mas foi no tema da justiça e da soberania que a tensão ficou mais evidente. Trump justificou as sanções contra autoridades brasileiras ao acusar o STF de censura. Lula respondeu em tom duro: “Nossa democracia e nossa soberania são inegociáveis. Não há pacificação com impunidade”.

Nos conflitos internacionais, Trump destacou o fortalecimento da relação com Israel e evitou críticas a aliados. Lula, por outro lado, classificou a ofensiva em Gaza como genocídio e afirmou que “nada justifica o massacre em curso. O povo palestino corre o risco de desaparecer”. Sobre a Ucrânia, defendeu uma saída negociada, em oposição à visão americana de que o conflito só pode ser resolvido pela força.

Na tecnologia, Lula defendeu a regulação global da internet e alertou que “a rede não pode ser uma terra sem lei”. Trump sequer abordou o tema, mantendo seu discurso centrado em economia e segurança.

As falas mostram que a distância entre os dois líderes não é apenas retórica. Washington já impôs sanções, revogou vistos e anunciou tarifas contra setores brasileiros, enquanto Brasília reagiu com acusações de ingerência e defesa enfática da soberania nacional. Trump projeta os Estados Unidos como potência isolada, soberana e autossuficiente. Lula tenta liderar um discurso globalista, alinhado ao Sul Global, que reivindica espaço nas decisões internacionais.

O resultado é um choque diplomático aberto. As palavras dos dois na ONU não foram ensaios retóricos, mas extensões de uma disputa em andamento. Abraços e sorrisos serviram às câmeras, mas, na prática, as relações entre os governos caminham em clima de confrontação e desconfiança, com impacto direto no comércio, na política externa e na posição do Brasil diante das grandes potências.

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