Leila Barros: o “fator oculto” da terceira via
Apesar da aparente polarização, Leila Barros desponta como a principal variável de desequilíbrio do cenário. Com desempenho estável nas pesquisas e imagem de independência, a senadora tem alto potencial de crescimento, especialmente entre eleitores de centro-esquerda e progressistas moderados.
A tendência, segundo analistas ouvidos, é que parte dos votos hoje distribuídos entre Erika Kokay, José Reguffe e Fred Linhares — todos situados entre centro e esquerda — acabe convergindo para Leila à medida que o pleito se aproxima.
Essa consolidação é consistente com o padrão histórico do eleitorado brasiliense, que costuma eleger um senador identificado à direita e outro à esquerda, equilibrando forças políticas.
Se confirmada, a senadora poderia sair do terceiro lugar para a liderança em um cenário de rearranjo de votos à esquerda, reforçando a tradição de alternância representativa no DF.
Análise
A leitura política do levantamento indica que a corrida ao Senado no DF tende a espelhar o ambiente nacional — dividido entre conservadorismo e pragmatismo administrativo, mas ainda aberto para um nome com discurso de conciliação.
Michelle Bolsonaro deve manter o eleitorado fiel do bolsonarismo, enquanto Ibaneis tenta consolidar-se como ponto de equilíbrio institucional. Leila, por sua vez, pode ser o nome capaz de romper a lógica binária, especialmente se conseguir herdar os votos órfãos da esquerda e dos indecisos de centro.
O que a pesquisa mostra, por ora, é que a disputa no Distrito Federal será uma das mais imprevisíveis do país — e que, a depender do movimento do eleitorado nos próximos meses, a terceira via pode, enfim, deixar de ser apenas uma hipótese.






