Presidente participa de fórum econômico cercado por chefes de Estado alinhados ao ex-presidente dos EUA e tenta preservar agenda diplomática na região
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fará sua primeira viagem internacional de 2026 nesta semana, em um cenário marcado pela influência política do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Lula embarca nesta terça-feira (27/1) para a Cidade do Panamá, onde participará do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe, evento apelidado de “Davos latino-americano”.
A agenda ocorre em um ambiente majoritariamente ocupado por líderes latino-americanos alinhados ao trumpismo, o que deve impor desafios diplomáticos ao governo brasileiro logo no início do ano.
Entre os presidentes confirmados no fórum está o anfitrião José Raúl Mulino, que mantém relação direta com Trump e chegou a articular soluções políticas para atender à pressão do ex-presidente americano sobre o controle do Canal do Panamá. A maioria dos chefes de Estado presentes compartilha uma agenda liberal ou conservadora.
Também é esperada a presença do futuro presidente do Chile, José Antonio Kast, figura da direita dura chilena que já classificou Lula publicamente como “bandido”. Há expectativa, segundo interlocutores diplomáticos, de que os dois tenham o primeiro contato presencial durante o evento.
O Itamaraty ainda trabalha para viabilizar uma conversa entre Lula e o novo presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, empossado em novembro de 2025 e responsável por romper a sequência de governos progressistas no país andino.
Além deles, confirmaram presença no fórum o presidente do Equador, Daniel Noboa, e o primeiro-ministro da Jamaica, Andrew Holness, ambos identificados com pautas liberais. A exceção ao campo conservador, além de Lula, é a primeira-ministra de Barbados, Mia Mottley, de centro-esquerda.
A situação da Venezuela também deve entrar nas discussões. O governo panamenho adota uma postura distinta da brasileira em relação ao país vizinho, especialmente diante da influência americana na região. Ainda assim, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil avalia que o tema não será central na viagem.
Segundo a secretária de América Latina e Caribe do Itamaraty, embaixadora Gisela Padovan, o governo brasileiro entende que há atualmente um cenário de relativa estabilidade na Venezuela, o que permite manter o diálogo diplomático sem tensionamentos públicos.
Na agenda bilateral de Lula com o presidente panamenho estão temas como perspectivas econômicas regionais, o papel da América Latina no cenário global e a participação do setor privado no desenvolvimento econômico. Lula chega à Cidade do Panamá no fim da tarde de terça-feira e participa do fórum no dia seguinte, quando também almoça com os demais chefes de Estado.
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