PCDF prende adestrador que mantinha cães confinados em caixas sem água e alimento

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por intermédio da Delegacia de Repressão aos Crimes contra os Animais — DRCA, prendeu em flagrante, no fim da tarde dessa terça-feira (27), a partir de denúncia anônima, um homem, adestrador, de 29 anos, acusado de maus-tratos a cães.

De acordo com a equipe, a partir de uma simples verificação de rotina, constatou-se um cenário grave de sofrimento animal em uma residência de Samambaia, onde foram localizados seis cães confinados em caixas de transporte, algumas empilhadas, sem acesso a água ou alimento, em ambiente com forte odor e manchas de urina, situação que motivou a intervenção imediata para cessar os maus-tratos e preservar provas.

A DRCA foi acionada pela equipe da 26ª DP a partir de indícios concretos de condições incompatíveis com o bem-estar animal, como confinamento restritivo contínuo, ausência de higiene, privação de água e alimentação, além de impedimento de movimentação mínima dos cães no endereço investigado.

Também foi encontrado um cão idoso em condição corporal debilitada, bastante magro, com sinais indicadores de negligência, o que reforçou a gravidade da ocorrência. “Os animais eram mantidos em caixas plásticas de transporte, posicionadas lado a lado e sobrepostas, sem qualquer condição adequada de permanência”, destaca o delegado-chefe da DRCA, Jônatas Silva.

O responsável pela atividade foi autuado por seis crimes de maus-tratos a animais, em concurso material, considerando a individualização da conduta em relação a cada animal. Durante a abordagem, o conduzido alegou que a prática faria parte de um método de adestramento e cobrava pelo serviço R$ 2,6 mil.

A DRCA/PCDF ressalta que adestramento não pode ser confundido com sofrimento. Qualquer prática que submeta o animal à dor, privação, medo intenso, restrição incompatível com suas necessidades básicas ou condição degradante configura crime. “Treinar um cão, não autoriza retirar dele água, alimento, mobilidade e condições mínimas de higiene. O caso segue sob apuração da especializada, com instauração de inquérito policial para consolidação da prova técnica, oitivas e demais diligências”, finaliza o chefe da DRCA.

A PCDF destaca que o confinamento prolongado, associado à privação de água, alimentação, higiene e mobilidade, é suficiente para caracterizar sofrimento animal, podendo causar desidratação, dor, lesões, infecções e alterações comportamentais relevantes, como medo, ansiedade, apatia e agressividade. Maus-tratos a animais é crime e pode resultar em prisão e outras medidas legais cabíveis. Denúncias podem ser feitas pelos canais oficiais da PCDF.

Assessoria de Comunicação/DGPC

PCDF, excelência na investigação!





Source link

website average bounce rate

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui