Tokarski aponta favoritismo no campo de Flávio neste momento
O CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, avaliou o primeiro turno e os caminhos do segundo em entrevista ao Bastidores CNN nesta terça-feira (6/10). Para ele, o favoritismo, neste momento, está mais no campo bolsonarista do que no lulista. Flávio Bolsonaro (PL) terminou com 2,2 milhões de votos a mais do que Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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Tokarski disse que o Brasil nunca havia registrado diferença tão pequena entre o primeiro e o segundo colocados em um primeiro turno presidencial. Lembrou 2022: no primeiro turno, Lula (PT) tinha vantagem de 6,1 milhões e fechou o segundo com diferença de 2,1 milhões. “Em 2022, Jair Bolsonaro reduziu a diferença em 4 milhões de votos, feito que, se Lula conseguir esse ano, superaria Flávio Bolsonaro”, afirmou. Ressaltou que nunca houve virada de primeiro para segundo turno na Presidência.
“Os números são bastante cruéis para Lula”, disse Marcelo Tokarski. Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno com 2,2 milhões de votos a mais.
O analista apontou corrida de voto útil nos últimos dias, em favor de Flávio Bolsonaro (PL). A terceira via, que chegou a cerca de 12% dos votos válidos na segunda-feira anterior, terminou com aproximadamente 7,8%. Ainda não se sabe o destino de cerca de 8,8 milhões que votaram em Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Samara Martins (UP) e outros. “As pesquisas internas já começaram a circular, mas as pesquisas divulgadas ainda não saíram”, afirmou. A abstenção, mais concentrada entre eleitores de baixa renda, baixa escolaridade e acima de 60 anos, também teria retirado votos de Lula (PT).
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Tokarski observou que 20 estados não terão disputa para governador. “92% do eleitorado terão só o voto para presidente como motivação para sair de casa. Essa abstenção vai aumentar ou diminuir? Em 2018, a abstenção ficou estável”, disse. Avaliou que os dois terão de conquistar um eleitorado que, em tese, tende a rejeitar os dois. Para ele, apoios partidários influenciam pouco: o de Lula (PT) ou de Jair Bolsonaro (PL) mexe com o eleitor; o de Caiado, não na mesma medida. A batalha principal, segundo Tokarski, segue no Sudeste, onde Flávio Bolsonaro (PL) ampliou a vantagem em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. “Em 26 das 27 unidades da federação, ou a vantagem de Lula diminuiu ou a vantagem bolsonarista se ampliou.”
Sobre o PT, disse que a campanha deve tentar desgastar Flávio Bolsonaro (PL) e o bolsonarismo, mas que esses temas “já estão bastante precificados” em parcela do eleitor. Sobre Flávio Bolsonaro (PL), o desafio seria não cometer erros. “Lula tem o desafio de crescer pelo menos 2,3 milhões de votos a mais que Flávio. Hoje o favoritismo está no campo bolsonarista”, concluiu. O material não informa registro no TSE nem contratante de pesquisa.
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