Marcel van Hattem afirma que empresária e filhas correm “enorme risco de vida”; oposição diz que ninguém vai calar testemunha
Depois da entrevista exclusiva de Roberta Luchsinger à CNN Brasil neste sábado (17/10), o deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) solicitou ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, a inclusão da empresária e de suas filhas no programa de proteção à testemunha. Em publicação no X, o parlamentar afirmou que assistiu à entrevista ao lado dos colegas Luciano Zucco (PL), governador do Rio Grande do Sul, e do senador eleito Sanderson (PL) e que os três pedem imediatamente a entrada dela no programa.
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O deputado federal Gilberto Silva (PL-PB), líder da oposição na Câmara, também disse ter protocolado o mesmo pedido em todas as instituições cabíveis, solicitando a proteção de vida à delatora de Lula. “A Oposição não vai esperar o Governo decidir se a vida dela é conveniente”, escreveu. Segundo o parlamentar, ele enviou ofícios à PF, ao Ministério da Justiça e à PGR exigindo proteção imediata, além de requerimento de informação ao ministro da Justiça, convocação do ministro à Comissão de Segurança Pública, pedido de audiência pública e ofícios a outras instâncias. “Se o Estado não proteger, levamos à Comissão Interamericana. Ninguém vai calar uma testemunha neste País”, afirmou.
Outra liderança da direita apresentou pedido semelhante: o representante da bancada do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ). O parlamentar protocolou ofício junto à PGR com pedido de urgente proteção policial, inclusão no Programa de Proteção e apuração de ameaças à Luchsinger. Citando trechos da entrevista à CNN, o líder do PL diz que há necessidade de preservar a integridade física e psicológica de Roberta e de sua família. O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), publicou cortes da entrevista em sua página no Instagram e impulsionou a tag “Fala tudo Roberta”, que entrou nos assuntos mais comentados do dia no X.
Marcel van Hattem (Novo-RS) afirmou que Roberta Luchsinger e as filhas correm “enorme risco de vida” e pediu inclusão imediata no programa de proteção à testemunha.
Na entrevista, Roberta disse que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, sentou-se inúmeras vezes com ministros do governo do pai, o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ela, Lula mente ao dizer que o filho nunca se reuniu com integrantes do alto escalão do governo. A empresária também afirmou que quer fazer uma delação premiada e que não vai poupar Lula nem Lulinha. Roberta e Lulinha são alvos de inquérito da Polícia Federal que apura esquema de fraudes bilionárias no INSS. As suspeitas são de que ambos tenham praticado tráfico de influência no governo federal.
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Em entrevistas anteriores, Lula chamou Roberta de “pilantra” e a comparou a Daniel Vorcaro. Em nota, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) negou qualquer envolvimento e afirmou desconhecer as “supostas tratativas” mencionadas por ela. “Causa estranheza que essas declarações sejam lançadas justamente às vésperas do segundo turno da eleição”, disse o presidente, acrescentando que o Brasil já assistiu à divulgação de denúncias sem comprovação usadas como instrumento de manipulação da opinião pública.
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