Darren Beattie reforça sanções e acusa Moraes de liderar censura e perseguição política no Brasil
O subsecretário de Diplomacia Pública dos Estados Unidos, Darren Beattie, publicou nesta quarta-feira (6) uma advertência direta aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), alertando para o apoio a medidas adotadas pelo ministro Alexandre de Moraes. A declaração foi feita em sua conta na rede X, onde compartilhou comunicado oficial do Departamento de Estado norte-americano condenando a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.
“Os aliados de Moraes na Suprema Corte e em outros lugares são fortemente aconselhados a não auxiliar ou encorajar o comportamento sancionado de Moraes”, escreveu Beattie, em tom direto e incisivo. A fala ocorre num contexto de crescente tensão diplomática entre o governo americano e autoridades do Judiciário brasileiro.
Beattie classificou Moraes como “o principal arquiteto do complexo de censura e perseguição direcionado a Bolsonaro e seus apoiadores”. Ele afirmou que os “flagrantes abusos de direitos humanos” cometidos pelo ministro resultaram na aplicação de sanções pela chamada Lei Global Magnitsky, assinada pelo ex-presidente Donald Trump.
As sanções, já efetivadas, proíbem Moraes de entrar nos Estados Unidos, movimentar bens em solo americano ou utilizar serviços de empresas do país. Além de Moraes, outros sete ministros do STF teriam tido seus vistos americanos cassados pelo governo norte-americano.
Em ocasiões anteriores, Beattie já havia criticado o STF por supostos abusos de poder. Em uma das declarações, classificou a taxação de 50% sobre produtos brasileiros imposta pelos EUA como “consequência há muito esperada à Suprema Corte de Moraes e ao governo Lula por seus ataques a Jair Bolsonaro, à liberdade de expressão e ao comércio americano”.
O episódio acirra ainda mais a crise institucional entre Brasil e Estados Unidos, trazendo à tona o desconforto da diplomacia norte-americana diante das decisões do STF. O silêncio do governo Lula diante das sanções evidencia o isolamento de Moraes e seus pares no cenário internacional.





