Negociações avançam pouco, divergências entre países ricos e pobres aumentam e falhas operacionais geram cobrança inédita da ONU.
A primeira semana da COP30, realizada em Belém, terminou sem acordo nos principais temas da conferência. As negociações evoluíram pouco, elevando a preocupação sobre a capacidade do encontro de entregar resultados concretos.
As divergências entre países desenvolvidos e nações do Sul Global continuam no centro do bloqueio. Enquanto economias ricas defendem compromissos mais rígidos e regularidade na divulgação de dados, países em desenvolvimento afirmam que só poderão ampliar suas metas se houver garantia dos recursos prometidos.
Diplomatas relatam que o clima das discussões ficou mais tenso ao longo da semana. Delegações de países vulneráveis cobram o cumprimento das promessas de financiamento e alertam que não podem absorver sozinhas os impactos da crise climática.
Como país-sede, o Brasil atua como mediador na tentativa de aproximar os dois blocos. A presidência da conferência convocou nova plenária para sábado, com o objetivo de atualizar o andamento das negociações.
A organização do evento também entrou em foco após a ONU enviar uma carta ao governo brasileiro cobrando ajustes imediatos. A entidade apontou falhas de segurança após a invasão de manifestantes à área oficial de negociações.
Delegações relataram ainda problemas operacionais, como falhas na refrigeração, falta de água em banheiros e dificuldades logísticas incomuns em eventos dessa escala. A Casa Civil afirmou que as solicitações da ONU estão sendo atendidas e que os protocolos de segurança já foram reavaliados.
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