Entidade gerida por padre Robson teria desviado ao menos R$ 60 milhões

Entre as irregularidades investigadas pelo Ministério Público do Estado de Goiás, a Associação Filhos do Pai Eterno, gerida pelo padre Robson Pereira, reitor da Basílica de Trindade, mantinha movimentações atípicas com empresas de comunicação e construtoras para desvio de recursos em transações imobiliárias. O prejuízo causado pelos desvios teria sido de R$ 60 milhões.

O esquema foi descoberto a partir de investigação do desvio de dinheiro para pagamento de extorsão que o líder religioso foi alvo em março de 2019. A Associação Filhos do Pai Eterno e padre Robson foram alvos de mandado de busca e apreensão da Operação Vendilhões, na manhã desta sexta-feira (21).

Segundo levantou o Ministério Público, duas das empresas envolvidas no esquema são o Sistema Alpha de Comunicação Ltda. e Rede Demais Comunicação Ltda, que teriam recebido “vultosas quantias em dinheiro” da entidade gerida pelo padre, tendo ainda realizado diversas transações imobiliárias.

O Sistema Alpha de Comunicação Ltda teria vendido à entidade gerida pelo padre Robson uma residência na Praia Guarajuba, na Bahia, por R$ 2 milhões.

A GC Construtora e Incorporadora também é apontada como uma das empresas que realizou movimentações financeiras atípicas com a entidade, além de transações imobiliárias por pelo menos oito vezes.

As investigações ainda encontraram a existência de cinco transações imobiliárias realizadas entre a Afipe, no dia 7 de julho de 2016, no valor de mais de R$ 2,589 milhões com a empresa Rede Demais Comunicação. Uma das sócias da empresa é apontada como laranja para passagem e lavagem de dinheiro.

Mandados

Um dos 16 mandados de busca e apreensão cumpridos nesta manhã foi executado na casa do padre. Eles foram expedidos pelo Juízo da Vara de Feitos Relativos a Organizações Criminosas e Lavagem de Capitais, em decisão da Juíza de Direito Placidina Pires.

O padre Robson começou a ser investigado após episódio de extorsão em que ele teria transferido cerca de R$ 2 milhões da entidade para cinco dos acusados. Eles pediam o dinheiro para não divulgar informações e mensagens de cunho pessoal e amoroso que pudessem expor o líder religioso.

Na sede da entidade, no Setor Aeroviário, em Goiânia, os agentes encontraram dinheiro vivo, em notas de R$ 100, guardado em uma gaveta na sala da presidência.

Resposta

A reportagem do Mais Goiás entrou em contato por telefone e e-mail com a Associação Filhos do Pai Eterno, mas não obteve resposta. As empresas citadas também foram contactadas sem sucesso. O espaço permanece aberto para a livre manifestação.

Fonte: Mais Goiás, matéria original aqui.

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