Dívida recorde, instabilidade política e juros em alta alimentam especulação sobre crise financeira
O debate sobre uma possível intervenção do Fundo Monetário Internacional (FMI) voltou a ganhar força na França diante da combinação de endividamento público elevado, instabilidade política e declarações do ministro da Economia e das Finanças, Éric Lombard. A dívida francesa já ultrapassa € 3,3 trilhões, enquanto o governo de François Bayrou enfrenta risco de queda.
Na terça-feira (26), Lombard afirmou à rádio France Inter que não poderia excluir totalmente o risco de uma intervenção do FMI. Horas depois, buscou conter a especulação ao escrever no X que a França segue financiando sua dívida “sem dificuldades”, embora tenha admitido a necessidade de restaurar o equilíbrio fiscal e alertado que “pensar que a França estaria isenta de controlar sua dívida é um mito”.,
O cenário preocupa os mercados: os juros dos títulos franceses chegaram a 3,51% ao ano, reforçando o temor de um aperto fiscal futuro. Analistas apontam que, em um cenário extremo, poderia haver envolvimento do FMI e do Banco Central Europeu (BCE), com exigência de austeridade e supervisão fiscal.
A proximidade do voto de confiança no governo, marcado para 8 de setembro, pressiona ainda mais os ativos franceses. A emissão de novos títulos nesta semana será vista como um teste crucial da confiança dos credores na capacidade do país de enfrentar a turbulência






