Relatório aborda acusações feitas por Trump envolvendo pagamentos digitais, desmatamento, etanol e propriedade intelectual
O governo brasileiro deve enviar nesta segunda-feira (18/8) sua resposta oficial à investigação aberta pelos Estados Unidos sobre práticas comerciais consideradas “desleais”. O documento será encaminhado ao Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR).
A investigação foi aberta em 15 de julho, com base na Seção 301 da Lei Comercial dos EUA. O processo apura possíveis violações em seis áreas: comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, combate à corrupção, propriedade intelectual, mercado de etanol e desmatamento ilegal.
No caso do Pix, Washington afirma que o sistema cria barreiras para empresas de tecnologia norte-americanas. O relatório também cita decisões do Supremo Tribunal Federal que, segundo os EUA, impactam big techs e configuram práticas desleais.
Outro ponto levantado é o das tarifas. O governo Trump acusa o Brasil de adotar acordos comerciais que reduzem impostos para alguns países, enquanto mantém taxas mais altas sobre importações americanas.
O documento norte-americano ainda alega falhas no combate à corrupção, omissões na proteção da propriedade intelectual e desequilíbrios no comércio de etanol, com tarifas mais altas contra o produto dos EUA. Também critica o desmatamento ilegal, que, segundo Washington, gera vantagem competitiva para produtores agrícolas brasileiros.
A tensão entre os dois países cresceu na última semana, quando os EUA suspenderam vistos de servidores do Ministério da Saúde ligados ao programa Mais Médicos e de familiares do ministro Alexandre Padilha. A Casa Branca não descarta novas sanções.






