Evento no Planalto marca três anos dos ataques enquanto veto à dosimetria amplia fissura entre Executivo e Legislativo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comanda, nesta quinta-feira (8), um ato oficial para marcar os três anos da invasão às sedes dos Três Poderes, mas o simbolismo da cerimônia divide espaço com um cálculo político claro: o anúncio do veto ao Projeto de Lei da Dosimetria, aprovado pelo Congresso e rejeitado pelo Planalto. O gesto, defendido por aliados, tende a reabrir uma frente de atrito entre Executivo e Legislativo.
A ausência dos presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, reforça o clima de distanciamento institucional. Nem mesmo a presença do presidente do Supremo Tribunal Federal estava confirmada até a véspera, enquanto a Corte optou por uma programação própria para a data.
O Planalto tenta enquadrar o ato como uma reafirmação da democracia e da condenação ao golpismo, mas o pano de fundo é a disputa sobre o alcance das penas impostas aos envolvidos no 8 de Janeiro. O PL da Dosimetria reduziria sentenças e abriria caminho para progressões mais rápidas de regime, inclusive no caso do ex-presidente Jair Bolsonaro, hoje condenado a mais de 27 anos.
Lula já sinalizou que vetará o texto, possivelmente de forma integral, apostando no peso simbólico da data. A decisão, no entanto, transfere o conflito para o Congresso, onde parlamentares articulam a derrubada do veto. O discurso de pacificação institucional, defendido pelo Planalto desde o início do ano, entra em contradição com mais um embate anunciado.
Enquanto autoridades discursam no Salão Nobre, militantes e movimentos sociais organizam um ato paralelo em frente ao Planalto. A estimativa é de cerca de três mil pessoas, em um roteiro que se repete desde 2023: cerimônia oficial, mobilização de base e descida presidencial da rampa para cumprimentar apoiadores.
Com 810 condenações já proferidas pelo STF, o 8 de Janeiro deixou de ser apenas memória institucional e passou a funcionar como ativo político permanente. Neste ano, mais do que lembrar o passado, o governo usa a data para marcar posição — mesmo que isso signifique tensionar, mais uma vez, a relação entre os Poderes.
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