Missão é apresentada por Trump como ofensiva contra cartéis de drogas latino-americanos
Navios militares enviados pelos Estados Unidos ao sul do Caribe devem chegar no início da próxima semana, segundo fontes ligadas à operação. A movimentação faz parte de uma iniciativa anunciada pelo ex-presidente Donald Trump para reprimir cartéis de drogas na região.
Detalhes sobre a missão e o deslocamento das embarcações não foram divulgados pela Casa Branca. Fontes consultadas pela Reuters afirmam que a frota enviada inclui o USS San Antonio, o USS Iwo Jima e o USS Fort Lauderdale. As embarcações transportam cerca de 4.500 militares, entre eles 2.200 fuzileiros navais.
A previsão inicial era de que os navios chegassem à costa da Venezuela no último domingo (24), mas as condições climáticas causadas pelo furacão Erin atrasaram a operação e obrigaram as tropas a retornar temporariamente. Na semana passada, Washington já havia enviado um esquadrão anfíbio para reforçar a presença no Caribe.
Trump vem tratando a repressão ao narcotráfico como eixo central de sua política de segurança, vinculando o combate às drogas ao controle migratório na fronteira sul dos EUA. Em fevereiro, o governo classificou o Cartel de Sinaloa, do México, e o grupo criminoso venezuelano Tren de Aragua como organizações terroristas globais.
A presença militar intensifica a tensão entre Washington e Caracas. Nos últimos dias, os Estados Unidos dobraram para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levem à prisão do presidente Nicolás Maduro, acusado de envolvimento com atividades criminosas.
Em vídeo publicado na rede X, a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, afirmou que Maduro mantém colaboração direta com organizações ligadas ao narcotráfico. O governo venezuelano, por sua vez, reagiu iniciando patrulhamentos navais e com drones no Caribe, além de pedir apoio diplomático à ONU diante do aumento da pressão americana.






