Com Ibaneis saindo no dia 28 de março e Celina assumindo o Buriti no dia 29, o primeiro escalão se desincompatibiliza em massa. Mas como convencer o eleitor de que merecem continuar no poder depois de participarem de um governo que implode em escândalos?
O Palácio do Buriti entrou em contagem regressiva. Até 31 de março, o governo Ibaneis Rocha vai concentrar todas as exonerações e nomeações para cumprir o prazo da Justiça Eleitoral (desincompatibilização até 4 de abril). Ibaneis deixa o cargo no dia 28 de março para disputar, segundo ele, o Senado. No dia 29, Celina Leão assume o governo e vira candidata oficial à sucessão.
Pelo menos 11 secretários e vários administradores regionais vão deixar os cargos para concorrer. A lista oficial, segundo o Correio Braziliense, inclui:
Secretários que saem:
- Gustavo Rocha (Casa Civil) → candidato a vice na chapa de Celina
- José Humberto Pires (Secretaria de Governo) → deputado federal
- Hélvia Paranaguá (Educação) → deputada federal
- Sandro Avelar (Segurança Pública) → deputado federal
- Agaciel Maia (Relações Institucionais) → deputado federal
- Marcela Passamani (Justiça e Cidadania) → deputada distrital
- Cristiano Araújo (Turismo) → deputado distrital
- André Kubitschek (Juventude) → deputado distrital
- Rodrigo Delmasso (Família) → deputado distrital
- Cláudio Abrantes (Cultura e Economia Criativa) → deputado distrital
- Ana Paula Marra (Desenvolvimento Social) → deputada distrital
Administradores regionais que saem:
- Dilson Resende (Ceilândia) → deputado distrital
- Carlos Dalvan (Recanto das Emas) → deputado distrital
Eles serão substituídos por secretários-executivos ou técnicos para tentar manter a máquina rodando, caso Celina não resolva lotar todos os cargos com seu pessoal. Já, Celina herdará o comando em um momento delicado: o rombo bilionário do BRB ainda sangra, ações judiciais contra a lei de garantia de imóveis públicos tramitam, a base aliada rachou e os escândalos diários (máfia dos aluguéis, desvios na Educação, conflitos no Iprev) não param.
Aqui está o questionamento inescapável: esses “herdeiros de Ibaneis” — que participaram ativamente de todas as decisões do governo que implode em crise financeira, saúde caótica, educação em queda, segurança com índices piores, obras faraônicas inúteis e previdência dos servidores dilacerada — como pretendem olhar o eleitor nos olhos e pedir voto?
Eles saem do governo exatamente para continuar no poder. O povo do DF vai decidir se esse ciclo merece ser renovado… ou sepultado nas urnas de outubro.
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