PT pode abrir mão de SP, MG e RJ para garantir palanque forte para Lula

Com dificuldade de lançar nomes competitivos, partido negocia alianças com PSB e PSD nos maiores colégios eleitorais do país para fortalecer reeleição do presidente


O Partido dos Trabalhadores (PT) estuda abrir mão de candidaturas próprias nos três maiores estados do Brasil — São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro — para garantir alianças estratégicas que favoreçam a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2026.

Juntos, os três estados somam mais de 63,9 milhões de eleitores, ou seja, 41% do eleitorado nacional. A decisão tem como foco central assegurar palanques competitivos no segundo turno, especialmente em regiões onde o PT tem enfrentado crescimento do bolsonarismo.

São Paulo: Haddad fora, Márcio França cotado

Na capital econômica do país, o PT avalia uma coligação com o PSB, com destaque para o nome do ministro do Empreendedorismo, Márcio França, como possível candidato. Apesar da preferência de parte do partido por Fernando Haddad, atual ministro da Fazenda, ele já indicou que não deseja disputar o governo estadual novamente.

Segundo levantamento do instituto Paraná Pesquisas, divulgado no início do mês, o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) lidera com 46,5% das intenções de voto, contra 11,9% de França, o que reforça o desafio do PT em emplacar um nome competitivo.

Minas Gerais: PSD na mira de Lula

No segundo maior colégio eleitoral, a aposta é em uma aliança com o PSD. O nome preferido de Lula é o do senador Rodrigo Pacheco (PSD), presidente do Senado até 2023. Uma alternativa seria o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, também do PSD.

Ambos participaram recentemente de agendas com Lula em Montes Claros, anunciando investimentos federais em parceria com a farmacêutica Nova Nordisk. Nos bastidores, no entanto, Pacheco ainda não decidiu se concorrerá ao governo estadual.

O PSD é visto como um aliado estratégico: venceu a maioria dos municípios mineiros nas eleições de 2024, inclusive em redutos históricos do PT, como o Vale do Mucuri e o Jequitinhonha, onde a legenda sofreu derrotas para candidatos bolsonaristas.

Rio de Janeiro: PT busca vice com Eduardo Paes

No RJ, o PT avalia uma coligação com o atual prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), que aparece como favorito na corrida pelo governo estadual em 2026. O partido quer indicar o ex-prefeito de Maricá, Fabiano Horta (PT), para ser vice na chapa.

A ideia é colar a imagem de Paes à de Lula para ampliar a base do presidente no estado, principalmente na região metropolitana e no interior. A deputada federal Benedita da Silva também é cotada para disputar o Senado, caso a vice fique com o PSD.

A movimentação busca conter o avanço do grupo ligado ao governador Cláudio Castro (PL), que articula a candidatura do presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil). Segundo o Paraná Pesquisas, Paes lidera com 57% dos votos válidos, contra 10,4% de Bacellar e 8,3% de Tarcísio Motta (PSOL).

Com a base fragilizada nos estados e sem nomes de peso nas disputas locais, o PT foca em garantir palanques fortes e acordos com aliados — mesmo que para isso precise abrir mão do protagonismo eleitoral nos maiores colégios do país.

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