Mark Rutte cobra aumento dos investimentos militares e admite desgaste dos arsenais ocidentais após três anos de guerra na Ucrânia
O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, afirmou nesta quarta-feira (27/8), durante evento na Alemanha, que Rússia e China estão expandindo suas Forças Armadas em ritmo acelerado e se preparando para um confronto prolongado com a aliança militar liderada pelos Estados Unidos.
“Seu reforço militar aponta para uma direção clara: eles estão se preparando para um confronto e competição de longo prazo, conosco [Otan]”, declarou Rutte durante a inauguração de uma fábrica de munições em Unterlüß, na Alemanha. O líder da aliança cobrou dos 32 países-membros maior investimento em defesa e na indústria bélica, apontando que os estoques já estão se esgotando após mais de três anos de guerra na Ucrânia.
Em maio, o secretário-geral já havia admitido que a Rússia superava a Otan na produção de munições, o que explicaria parte da vantagem russa no campo de batalha. Diante desse cenário, os membros da aliança concordaram em elevar os gastos com defesa, destinando até 5% do PIB para a área.
A decisão também reflete pressões vindas de Washington. O ex-presidente Donald Trump, favorito na corrida eleitoral norte-americana, chegou a declarar que os Estados Unidos poderiam deixar a aliança caso os aliados não cumpram as metas de investimento militar — um golpe que comprometeria a existência do bloco, já que a maior parte dos recursos vem dos norte-americanos.






