Corte dá cinco dias para Casa Civil, Economia e banco explicarem o aporte
O Tribunal de Contas do Distrito Federal aceitou uma representação e passou a investigar a aplicação de R$ 3,4 bilhões em Certificados de Depósito Bancário emitidos pelo Banco de Brasília. A representação, de autoria do deputado distrital Gabriel Magno (PT), aponta que o aporte teria inflado artificialmente os índices de liquidez do BRB.
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Segundo a denúncia, a operação teria distorcido as análises sob responsabilidade do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários. O relator do processo, conselheiro Inácio Magalhães Filho, determinou que a Casa Civil, a Secretaria de Economia e o BRB apresentem esclarecimentos em cinco dias úteis.
A cautelar pedida na representação solicita a suspensão imediata de novas aplicações em CDBs do banco e o resgate total dos valores para retorno à Conta Única do Tesouro Distrital. O relator, porém, avaliou que a concessão imediata da medida exigiria maior aprofundamento das informações.
Na decisão de 19 de agosto, Inácio Magalhães Filho considerou que suspender ou resgatar os recursos de imediato poderia gerar reflexos graves na gestão financeira do Distrito Federal e do próprio BRB. Por isso, os esclarecimentos prévios devem subsidiar a avaliação do plenário sobre eventuais medidas de urgência ou auditorias extraordinárias.
A apuração ocorre em meio à série de questionamentos sobre a saúde financeira e as operações do banco distrital. O TCDF ainda não julgou o mérito nem decidiu sobre a cautelar.
A reportagem original informou que o BRB e o GDF foram acionados e não haviam se manifestado até a publicação.
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