Presidente dos EUA ameaça ofensiva após hospital ser atingido e confronto com Israel completar uma semana
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que aprovou planos para um possível ataque ao Irã, aumentando o risco de um confronto direto entre os dois países. A autorização inclui alvos estratégicos, como a instalação nuclear de Fordo, segundo o Wall Street Journal. Apesar disso, a ofensiva ainda não foi oficialmente iniciada.
Em declarações na Casa Branca, Trump evitou confirmar o ataque, mas disse que “a paciência acabou” e que “ninguém sabe o que vou fazer”. O presidente também afirmou que recebeu tentativas de contato do governo iraniano, mas considerou “tarde demais para negociar”.
O conflito entre Irã e Israel começou no dia 13 de junho, após ataques israelenses contra o programa nuclear iraniano. Desde então, os dois países têm trocado bombardeios diários, com mais de 240 mortos. Agora, com a possível entrada dos EUA, a guerra pode escalar para uma dimensão regional.
Israel mantém a ofensiva e não descarta matar o líder supremo do Irã, Ali Khamenei. Já o aiatolá afirmou que “o Irã nunca se renderá” e que qualquer ataque americano terá “consequências irreparáveis”. Segundo ele, a exigência de “rendição incondicional” feita por Trump é “inaceitável”.
Os EUA têm reforçado sua presença militar na região e enviaram mais aviões de combate ao Oriente Médio. Até agora, a participação americana tem sido limitada à defesa aérea de Israel.
O Irã, por sua vez, alerta que uma intervenção direta dos EUA pode levar a uma “guerra total”. Ainda assim, sinaliza que está aberto a negociações, embora desde o início do confronto não haja avanço diplomático.






