Direita segue dividida entre herdeiros do bolsonarismo; Zema, Caiado e Leite tentam se consolidar como alternativas
A menos de um ano das eleições presidenciais de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou que buscará um quarto mandato à frente do Palácio do Planalto. O anúncio ocorre em meio a um cenário político ainda fragmentado, no qual a direita tenta se reorganizar após a inelegibilidade e condenação de Jair Bolsonaro (PL).
Entre os nomes já oficializados na disputa estão Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, e Ronaldo Caiado (União Brasil), governador de Goiás. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), também manifestou intenção de concorrer, mas o partido ainda não decidiu se terá candidatura própria ou se apoiará outro nome.
Na direita, o campo bolsonarista segue sem consenso. Tarcísio de Freitas (Republicanos) é visto como o sucessor natural de Bolsonaro, mas afirma que deve disputar a reeleição em São Paulo. Outros nomes cogitados incluem Michelle Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, que declarou que será candidato “caso o pai não possa concorrer”.
Pesquisas confirmam vantagem de Lula
Segundo levantamento do Paraná Pesquisas divulgado em 27 de outubro, Lula lidera todos os cenários de primeiro turno. No cenário principal, o petista aparece com 37% das intenções de voto, seguido por Jair Bolsonaro (31%), Ciro Gomes (7,5%), Ratinho Júnior (6%), Zema (4,7%) e Caiado (3,2%).
Em simulações com Michelle Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, Lula mantém a dianteira com margens entre 37% e 44%, empatando tecnicamente com os principais nomes da direita em eventuais segundos turnos.
A pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada dias antes, reforça a tendência: Lula aparece com mais de 50% das intenções de voto em praticamente todos os cenários, superando com folga Tarcísio, Michelle e Caiado.
Direita fragmentada
A falta de um nome unificado para representar o eleitorado conservador é vista como o principal obstáculo à recuperação da direita. Internamente, lideranças divergem sobre o papel da família Bolsonaro no processo eleitoral. A ex-primeira-dama Michelle chegou a dizer, em entrevista ao The Telegraph, que poderia disputar “se fosse a vontade de Deus”.
Enquanto isso, aliados de Lula avaliam que a resposta do presidente às críticas externas e a defesa da soberania nacional têm fortalecido sua imagem no eleitorado.
Com o pleito marcado para outubro de 2026, o cenário atual mostra Lula como favorito isolado, e a direita ainda em busca de um nome capaz de unir seu campo político.
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