R$ 30 bilhões para o Master vs R$ 75 bilhões para o orçamento: o rombo que engoliu quase metade do DF

Ontem o GDF entregou o projeto de orçamento para 2027: R$ 75 bilhões.

Há pouco mais de um mês, a auditoria do BRB revelou que o banco público do Distrito Federal comprou R$ 30,4 bilhões em ativos do Banco Master — mais R$ 10,8 bilhões em “substituições” de carteiras podres. Total: quase R$ 41 bilhões jogados no buraco.

Entendeu o tamanho do absurdo?

Quase metade do orçamento anual inteiro do Distrito Federal foi parar na compra de carteiras fraudulentas do Master. Metade do dinheiro que paga salário de professor, médico, policial, asfalto, hospital e escola simplesmente evaporou numa operação que todo mundo avisou que era falcatrua.

Ibaneis e Celina governaram juntos durante anos. “Nosso governo”, eles repetiam. Agora a conta chega: R$ 41 bilhões de prejuízo num único escândalo, enquanto o orçamento de 2027 mal consegue respirar.

E o pior: Paulo Henrique Costa, o ex-presidente do BRB que eles indicaram, está prestes a entregar a delação. Os nomes que vão aparecer já estão sendo especulados nos corredores. Alguns já são dados como certos.

Celina ainda posa de “nova gestão”, Valdivino fala em “colocar as contas nos eixos” e o povo assiste a esse circo.

R$ 30 bilhões é quase metade do orçamento de um ano inteiro do Distrito Federal — um dos maiores entre os entes federados do país. Isso não é erro de gestão. Isso é roubo em escala orçamentária.

Durmam com isso. Ou acordem e observem: quando o governo gasta quase metade do orçamento anual para comprar lixo financeiro e depois finge que está “colocando as contas nos eixos”, o escândalo não é mais de banco. É de Estado. E o nome de quem mandava no Buriti durante todo esse tempo não vai sumir da delação por milagre.

O relógio está correndo. E a conta, essa sim, é real.

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