Paralisação afeta moradores que dependem de refeições a preço popular e deixa fornecedores e funcionários sem receber
Os restaurantes comunitários da Estrutural e de Ceilândia Norte seguem com as atividades interrompidas desde o dia 11 de junho após a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) rescindir o contrato com a empresa Servi Gastronomia, responsável pela gestão das unidades.
A paralisação começou com funcionários reclamando de atraso salarial. Em seguida, fornecedores de equipamentos e serviços começaram a denunciar que não receberam pelos produtos entregues. Segundo relatos, a Servi Gastronomia utilizava outra empresa, a Green Gastronomia, para fazer compras e contratações.
Leia também
No restaurante da Estrutural, um caminhão retirou equipamentos durante a madrugada, incluindo panelas, pratos, copos, caçarolas, fogões, fornos e caixas frigoríficas. Empresários locais afirmam ter vendido materiais no valor total de dezenas de milhares de reais e recebido apenas parte do pagamento. Um deles relatou ter vendido R$ 66,5 mil em utensílios e recebido apenas R$ 45 mil. Outro fornecedor de equipamentos de refrigeração vendeu R$ 120 mil e recebeu R$ 59 mil.
A Sedes-DF informou que todos os pagamentos à empresa terceirizada foram realizados em dia e que não há débitos com a Servi Gastronomia. Segundo a pasta, eventuais problemas trabalhistas e com fornecedores são de responsabilidade exclusiva da contratada.
Leia também
Para minimizar o impacto sobre a população, a Sedes ofereceu transporte gratuito para outras unidades. Usuários da Estrutural estão sendo levados para Arniqueira, enquanto os de Ceilândia Norte vão para o restaurante do Sol Nascente/Pôr do Sol. O serviço funciona apenas no horário do almoço.
Os empresários lesados formalizaram denúncia no Tribunal de Contas do DF e na própria Sedes. A secretaria informou que já iniciou tratativas para chamar as próximas colocadas na licitação e retomar o atendimento de forma emergencial.
#restaurantescomunitarios #sedes #estrutural #ceilandia #gdf






