Trump promete ampliar ofensiva na próxima semana caso Teerã não negocie novo acordo
O governo iraniano afirmou nesta quarta-feira (15) que a recente onda de ataques dos Estados Unidos contra o sul do país deixou 30 mortos. O porta-voz Fatemeh Mohajerani expressou condolências às famílias e destacou que o sul do Irã é o “coração pulsante” da nação. O Ministério da Saúde iraniano informou que mais de 260 pessoas ficaram feridas, incluindo seis crianças e três mulheres.
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Os ataques americanos continuaram na terça-feira (14) e se concentraram pela segunda vez na cidade de Bushehr, onde fica a única usina nuclear civil do Irã. O governador de Bushehr, Mohammad Mozaffari, confirmou que três pontos na cidade foram atingidos. O Irã acusa os EUA de brutalidade e promete resposta às agressões.
O presidente Donald Trump prometeu ampliar a ofensiva militar contra o Irã na próxima semana, caso Teerã não aceite negociar um novo acordo de paz. Ele ameaçou destruir usinas de energia e pontes. “Na próxima semana, a situação vai ficar muito ruim para eles”, declarou Trump. Os Estados Unidos retomaram os ataques após ações iranianas contra navios comerciais no Estreito de Ormuz.
O Irã afirma que os ataques dos EUA já deixaram 30 mortos e 260 feridos, incluindo crianças, e acusa Washington de brutalidade.
O conflito escalou após os EUA revogarem a suspensão temporária de sanções às exportações de petróleo iraniano. O Irã condenou a medida e prometeu uma “resposta devastadora”. A tensão entre os dois países voltou a aumentar e afeta diretamente o preço do petróleo no mercado internacional.
A Casa Branca e o Pentágono ainda não comentaram os números de mortos e feridos divulgados pelo Irã. A situação no Oriente Médio volta a gerar preocupação com o risco de interrupção no fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes do mundo para o transporte da commodity. Pelo menos quatro petroleiros já desistiram de cruzar a região por causa dos ataques.
O caso coloca mais pressão sobre a administração Trump, que prometeu endurecer a postura contra o Irã. A escalada militar e as ameaças de destruição de usinas de energia podem gerar uma crise ainda maior na região. O Irã insiste que os ataques violam acordos anteriores e que a resposta será proporcional. O mundo acompanha com preocupação os desdobramentos e os possíveis impactos na economia global.
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