Instituição pediu mais 90 dias para divulgar demonstrações financeiras de 2025; técnicos já estudam intervenção
O Banco Central passou a avaliar cenários que incluem a possível liquidação do Banco de Brasília após o BRB solicitar uma nova prorrogação de 90 dias para divulgar as demonstrações financeiras de 2025. A informação foi apurada pelo portal Vero Notícias com fontes do próprio regulador.
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Segundo as fontes ouvidas pela reportagem, o Banco Central já possui informações e dados sobre o real tamanho do rombo financeiro causado pela gestão de Paulo Henrique Costa. Técnicos do órgão estudam as consequências de uma eventual intervenção ou de uma liquidação da instituição pública.
O Vero Notícias também apurou que a cúpula do BRB e do Palácio do Buriti trabalham para postergar a divulgação do balanço para depois das eleições. Oficialmente, o banco sustenta que o adiamento ocorre para aguardar a conclusão do aporte de R$ 6,6 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Nos bastidores, no entanto, a medida também é vista como uma forma de proteger o governo de Celina Leão, que exercia a função de vice-governadora quando o BRB foi alvo do escândalo.
O Banco Central já avalia cenários de liquidação do BRB enquanto a direção do banco e o governo tentam empurrar a divulgação do balanço para depois das eleições.
A nova solicitação de prazo reforça o quadro de fragilidade da instituição e amplia a pressão sobre a gestão atual. O pedido de adiamento se soma a outras manobras que, segundo a oposição, visam evitar que o tamanho real do problema venha à tona ainda durante a campanha eleitoral.
A possibilidade de intervenção ou liquidação coloca em xeque a sobrevivência do banco público do Distrito Federal. Sem o aporte do FGC e com o balanço ainda não publicado, o BRB permanece em zona de risco, enquanto o Banco Central acompanha de perto a evolução do caso e prepara eventuais medidas de sanção ou reestruturação.
O episódio aumenta o desgaste político da gestão Celina Leão e reacende o debate sobre a responsabilidade pela crise no BRB. Enquanto o regulador avalia os piores cenários, o governo e a direção do banco tentam ganhar tempo. A população e o mercado, por sua vez, seguem sem acesso às informações oficiais sobre a real situação patrimonial da instituição.
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