Países se reúnem no Reino Unido para discutir reconstrução da Faixa de Gaza
Representantes de diversos países, organizações financeiras e membros da sociedade civil participam, desde segunda-feira (13), de uma conferência em Wilton Park, na Inglaterra, voltada à reconstrução da Faixa de Gaza após dois anos de conflito que devastaram o território palestino. O evento, que se encerra nesta quarta-feira (15), foi convocado pelo governo britânico com o objetivo de “planejar e coordenar os esforços para o pós-guerra em Gaza”.
Entre os participantes estão Autoridade Palestina, Jordânia, Alemanha, Itália e Arábia Saudita, além de instituições como o Banco Mundial e o Banco Europeu para Reconstrução e Desenvolvimento. Segundo Londres, a iniciativa pretende garantir que a recuperação seja liderada pelos próprios palestinos, sem envolvimento do Hamas na futura governança — ponto considerado central no acordo de cessar-fogo mediado por Donald Trump.
O Reino Unido também destacou que as discussões incluem apoio ao programa de reforma da Autoridade Palestina, visto como essencial para sustentar a estabilidade e a reconstrução do território. O encontro ocorre dias após a assinatura do “Acordo de Paz Trump”, formalizado em uma cúpula no Egito com líderes do Egito, Catar e Turquia, que selou o fim formal da guerra.
A trégua, em vigor desde 10 de outubro, já resultou na troca de reféns e prisioneiros palestinos e prevê, em etapas futuras, a desmilitarização do Hamas e a criação de um novo governo palestino em Gaza. Apesar dos avanços, pontos sensíveis, como a devolução de corpos de reféns e o cronograma de retirada das tropas israelenses, ainda geram tensão entre as partes.
De acordo com autoridades locais, o conflito deixou mais de 67 mil mortos e destruiu grande parte da infraestrutura da Faixa de Gaza. O encontro no Reino Unido é considerado o primeiro passo prático para reconstruir o território e iniciar uma nova fase política no Oriente Médio.






