Oposição quer ouvir Frei Chico após nova fase da Operação Sem Desconto atingir sindicato ligado a ele
Com a votação da anistia aos presos do 8 de Janeiro prevista para esta semana, o Partido Liberal (PL) já planeja a próxima frente de embate com o governo: a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que investiga irregularidades no sistema previdenciário.
Segundo apurou o Metrópoles, o líder do partido na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), deve intensificar as articulações para garantir a convocação de Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e vice-presidente de um dos sindicatos investigados no esquema.
A ofensiva será lançada logo após a votação da anistia, com o PL buscando apoio de partidos do Centrão para substituir membros da CPMI que resistem à convocação. Tanto o relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), quanto o presidente, senador Carlos Viana (Podemos-MG), são favoráveis ao depoimento de Frei Chico — mas, até agora, a base governista tem conseguido barrar a proposta.
Na última quinta-feira (9/10), o Sindicato Nacional dos Aposentados (Sindnapi), entidade em que Frei Chico ocupa cargo de vice-presidente, foi alvo da nova fase da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na sede do sindicato, em São Paulo, e nas casas de seus dirigentes.
As investigações apuram fraudes em benefícios previdenciários, incluindo inserção de dados falsos em sistemas oficiais e ocultação de patrimônio. O escândalo, conhecido como Farra do INSS, foi revelado pelo Metrópoles e se tornou alvo da PF em abril de 2025.
Se o PL obtiver maioria na CPMI, a convocação de Frei Chico deve se tornar um dos principais focos de desgaste político para o Planalto nos próximos meses.






