Com 22 mortos em Israel e mais de 200 no Irã, troca de mísseis escala discurso de retaliação
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou nesta segunda-feira (16) que “os moradores de Teerã pagarão o preço em breve”. A ameaça pública veio horas após mísseis iranianos atingirem Tel Aviv e Haifa, matando pelo menos cinco civis.
Desde sexta-feira (13), os dois países têm trocado bombardeios em larga escala. Segundo o serviço de emergência israelense, os ataques mais recentes deixaram mortos e feridos em áreas residenciais. A tensão se amplia, com o Exército de Israel autorizando apenas agora a população a sair dos abrigos.
De acordo com o Magen David Adom, ao menos 22 israelenses morreram desde o início da escalada. O Irã, por sua vez, reportou 224 mortos e mais de 1.200 feridos em território nacional, segundo o Ministério da Saúde iraniano, citado pela mídia estatal.
A declaração de Katz é um divisor de águas: pela primeira vez, o governo israelense ameaça diretamente a população civil da capital iraniana. Uma retórica que sinaliza o possível abandono de qualquer tentativa de limitar os alvos militares.
Teerã afirma que seus mísseis ultrapassaram os sistemas de defesa de Israel, o que pode indicar vulnerabilidades estratégicas do país. Já Tel Aviv promete “resposta dura e prolongada” nos próximos dias — o que aumenta o temor de uma guerra regional declarada.
A comunidade internacional, por ora, assiste à escalada sem conseguir mediar uma pausa. E o que antes era conflito indireto entre potências aliadas se transforma, rapidamente, em guerra aberta entre duas nações.






