Líderes também discutiram reformas globais e uso de moedas alternativas
Por Rogério Cirino
Na mais recente edição da Cúpula dos Líderes dos Brics, foi oficializado o convite para que Arábia Saudita, Argentina, Egito, Emirados Árabes, Etiópia e Irã se tornem membros plenos deste grupo de países em desenvolvimento. A reunião, que ocorreu em Joanesburgo, contemplou discussões amplas sobre reformas nas instituições de governança mundial e a utilização de moedas diversas para facilitar o comércio internacional.
A participação dos novos membros foi acordada de acordo com critérios estabelecidos pelas nações fundadoras, tendo como base o comprometimento com reformas nas estruturas globais de governança, incluindo o Conselho de Segurança da ONU, e a busca por equilíbrio regional.
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O comunicado final do encontro sublinhou a necessidade de reformar as instituições de governança global, enfatizando a transformação do Conselho de Segurança da ONU em uma entidade mais democrática, representativa e eficaz. O texto também destacou a intenção de expandir o uso de moedas locais nas transações de comércio exterior.
Além disso, o documento refletiu críticas veladas ao Ocidente e aos Estados Unidos, condenando a aplicação de medidas coercitivas unilaterais, consideradas incompatíveis com os princípios estabelecidos na Carta da ONU e capazes de gerar efeitos adversos nos países em desenvolvimento, especialmente em um cenário de tensões geopolíticas.
A expansão dos Brics para incluir seis novos países e a defesa por reformas globais reforçam o compromisso do grupo em promover uma maior diversidade e equidade nas relações internacionais.






