Brasil manterá posição crítica e defenderá solução pacífica, dizem fontes
O Conselho de Segurança das Nações Unidas se reúne na manhã desta segunda-feira (5) para discutir a operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores. O encontro ocorre em Nova York, às 10h no horário local (12h em Brasília).
A reunião foi solicitada pela Colômbia, governada por Gustavo Petro, e terá como pauta central a ação dos EUA na Venezuela. O Brasil participará da sessão, mas não terá direito a voto. A representação brasileira ficará a cargo do embaixador Sérgio Danese, que deve pedir a palavra durante o debate.
Segundo fontes do Itamaraty, o Brasil não pretende alterar sua posição: seguirá crítico à operação militar e defenderá uma solução pacífica, com base no direito internacional e no princípio da não-intervenção. A orientação é evitar escalada diplomática e manter o foco institucional.
O encontro ocorre após uma reunião extraordinária da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), na qual o chanceler venezuelano Yván Gil classificou a captura de Maduro como “criminosa” e pediu a libertação do líder chavista. A reunião terminou sem consenso entre os países-membros.
Pelas regras da ONU, além dos cinco membros permanentes do Conselho — China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos —, a Somália, que preside o colegiado em janeiro, tem direito a voto. A Colômbia ocupa atualmente a cadeira da América do Sul.
Após os ataques, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a operação ultrapassa “uma linha inaceitável” e cria um precedente perigoso para a região. A posição brasileira contrasta com a da França, cujo presidente Emmanuel Macron declarou apoio a um processo de transição política na Venezuela, gerando reação imediata do governo venezuelano.
Nicolás Maduro segue detido no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, em Nova York, onde aguarda julgamento por acusações de narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas. A pena mínima prevista é de 20 anos de prisão, podendo chegar à prisão perpétua.
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