EUA realizam Exercício Militar conjunto na Guiana em resposta a tensões na fronteira com a Venezuela

A Força Aérea dos Estados Unidos irá realizar operações de voo no país sul-americano | Imagem: Usaf / Divulgação

Após ameaça venezuelana, EUA reforçam cooperação com a Guiana para preservar soberania e estabilidade regional

Os Estados Unidos anunciaram na quinta-feira (7) a realização de operações aéreas na Guiana, em resposta às crescentes tensões na fronteira com a Venezuela, que ameaçou tomar território do país vizinho.
O Comando Sul dos EUA, responsável pela cooperação de segurança na América Latina, conduzirá as operações em parceria com os militares guianenses.
O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, reiterou o apoio inabalável à soberania da Guiana durante uma conversa com o presidente Irfaan Ali. O exercício visa aprimorar a parceria de segurança entre os dois países e fortalecer a cooperação regional.
A disputa pela região de Essequibo, rica em petróleo, intensificou-se recentemente, com eleitores venezuelanos rejeitando a jurisdição da Corte Internacional de Justiça (CIJ) e apoiando a ampliação do território venezuelano.
A Guiana questionou a legitimidade da votação, colocou suas Forças Armadas em alerta máximo e acusou o presidente Nicolás Maduro de desrespeitar as determinações da CIJ.
O presidente da Guiana, Irfaan Ali, buscou tranquilizar investidores, incluindo a Exxon, diante dos comentários de Maduro sobre a exploração de petróleo em Essequibo.
O Reino Unido expressou preocupação com as ações da Venezuela, enquanto o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, pediu por uma solução pacífica, sugerindo que o Brasil poderia sediar conversações.
A inteligência do Exército Brasileiro detectou aumento da presença das Forças Armadas venezuelanas perto da fronteira com a Guiana. Analistas sugerem que o referendo foi um esforço de Maduro para mostrar força antes da eleição de 2024, em vez de representar uma probabilidade real de ação militar.
O governo de Maduro prendeu opositor Roberto Abdul, alegando traição relacionada ao referendo, e emitiu mandados de prisão para membros da equipe da candidata presidencial Maria Corina Machado. O Departamento de Estado dos EUA está monitorando de perto a situação, conforme a tensão na região persiste.

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