EUA x Venezuela: o que se sabe sobre a escalada militar

Washington amplia pressão contra Maduro; Caracas mobiliza milhões de milicianos

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta segunda-feira (18) a mobilização de 4,5 milhões de milicianos em todo o território nacional. Em discurso, ele afirmou que “nenhum império tocará o solo sagrado da Venezuela” e reforçou que seguirá armando trabalhadores e camponeses para a defesa do país.

A medida ocorre após os Estados Unidos dobrarem a recompensa por informações que levem à prisão de Maduro, elevando-a para US$ 50 milhões. Washington também aumentou o número de tropas em regiões estratégicas da América Latina e do Caribe.

Na semana passada, os EUA confirmaram a movimentação de navios militares para conter a atuação de narcotraficantes. Agências internacionais relataram que três embarcações e cerca de 4 mil militares se aproximariam das águas territoriais venezuelanas. O Pentágono, porém, declarou que, no momento, não há navios americanos em operação na área.

O governo Trump afirma que Maduro “não é um presidente legítimo” e que está disposto a usar “todas as ferramentas” para combater o narcotráfico. Já Caracas respondeu em nota oficial que as acusações representam “ameaças e difamação” contra o país.

A Milícia Nacional Bolivariana, criada por Hugo Chávez e consolidada em 2010, foi destacada por Maduro como peça central de sua estratégia de defesa. Segundo o Ministério da Defesa, o efetivo das Forças Armadas regulares varia de 95 mil a 150 mil soldados ativos, enquanto a milícia mobiliza centenas de milhares de reservistas.

Em ranking militar global de 2025, elaborado pelo site Global Fire Power, a Venezuela ocupa a 50ª posição entre 145 países. Os EUA seguem na liderança, à frente de Rússia e China.

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