Presidente acusa eleições de fraude e chama sucessor de ilegítimo; novo mandatário toma posse na sexta
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou temer uma guerra civil no país às vésperas de deixar o cargo. Em declaração nesta segunda-feira (3), ele acusou de fraude as eleições que elegeram Abelardo de la Espriella e classificou a posse do eleito como a de um “presidente ilegítimo”.
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Petro sustentou que a fraude foi arquitetada a partir de Israel e que o verdadeiro vencedor seria Iván Cepeda. Segundo ele, “israelenses ricos dirigidos por um maníaco genocida” alteraram a votação em 1.665 seções eleitorais já identificadas. “Estamos diante de uma fraude e de um problema institucional indubitavelmente profundo”, afirmou.
Abelardo de la Espriella toma posse na sexta-feira (7). A declaração de Petro ocorre nos últimos dias de seu governo e eleva o tom de contestação ao resultado eleitoral, em um momento de transição de poder no país.
Nos últimos dias, o presidente colombiano viajou a Cuba, onde se despediu de Miguel Díaz-Canel. A intenção agora é ir aos Estados Unidos antes de deixar a Casa de Nariño. Petro quer visitar Princeton, em Nova Jersey, local onde as cinzas de Albert Einstein foram espalhadas.
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Gustavo Petro acusa fraude nas eleições colombianas, chama o sucessor de ilegítimo e diz temer uma guerra civil no país. As declarações do presidente em fim de mandato aumentam a tensão política na Colômbia a poucos dias da transmissão do cargo. A contestação ao resultado eleitoral e as acusações de interferência externa colocam o processo de transição sob forte questionamento.
O novo presidente eleito deve assumir na sexta-feira, enquanto Petro encerra o mandato com críticas abertas ao processo que o sucede. O episódio reforça o clima de polarização e incerteza institucional no país.
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