Decisão Relativa a Crimes de 2006 Durante Ataques em São Paulo; Detento Cumpre Mais de 300 Anos por Outras Condenações
O Tribunal de Justiça de São Paulo tomou a decisão de revogar a prisão preventiva de Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, líder supremo da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A medida está relacionada a crimes cometidos por Marcola em maio de 2006, durante os ataques contra policiais militares no estado de São Paulo.
O relator Laerte Marrone, responsável pela decisão, reconheceu que houve um “excesso de prazo” no julgamento do caso pelo Tribunal do Júri. Esse atraso resultou na desconstituição da prisão preventiva de Marcola, sendo interpretado pelo relator como um “constrangimento ilegal”, uma vez que não há uma data definida para o julgamento.
Veja também A seleção feminina de vôlei foi superada na madrugada deste domingo (12/7) pelos Estados Unidos, por 3 sets a 0 (26/24, 25/22 e 25/16). A partida era o último compromisso… A Inglaterra é a terceira seleção classificada para a semifinal da Copa do Mundo de 2026. A classificação veio neste sábado (11) com a vitória por 2 a 1, na… A Argentina se garantiu na semifinal da Copa do Mundo de 2026 e mantém vivo o sonho do tetracampeonato. A atual campeã sofreu, mas fez 3 a 1 na Suíça… Os tomadores de crédito do Fies Empreendedor, voltado a estudantes e ex-estudantes adimplentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), pagarão juros referentes ao período de carência. Em reunião extraordinária nesta… O Brasil concretizou um sábado histórico em Wimbledon com a conquista de um título e um vice-campeonato nas chaves de duplas do torneio juvenil. Guto Miguel ficou com o título… Cerrado BRB e Sampaio Basquete abrem a disputa por uma vaga na grande final da Liga de Basquete Feminino (LBF) neste domingo (12), no Sesi Taguatinga, em Brasília (DF). A… Foram publicadas nesta sexta-feira (10) à noite as novas regras para a publicidade das plataformas de apostas esportivas, as chamadas bets. As medidas, que entram em vigor em 17 de… Jayden Adams, meia do Mamelodi Sundowns e da seleção da África do Sul, morreu neste sábado (11) aos 25 anos. O corpo do jogador, que esteve na Copa do Mundo… O tricampeão mundial de Fórmula 1 Ayrton Senna foi reconhecido oficialmente como Herói da Pátria. A Lei 15.447/2026 prevê a inscrição do nome do ex-piloto no Livro de Heróis e Heroínas… Ação na LIPOCC contou com projetos do mandato de Daniel Donizet e ofereceu 350 doses de vacinas A segunda edição do Pet na Comunidade reuniu serviços gratuitos para cães, gatos…
Conforme os autos do processo, Marcola foi detido preventivamente em 13 de setembro de 2006, e três anos depois, em 4 de setembro de 2009, a decisão de manter a prisão preventiva foi proferida. Quase 13 anos depois, em 20 de junho de 2022, uma nova decisão foi emitida, transferindo o processo para outra jurisdição. A defesa solicitou habeas corpus.
A revogação da prisão preventiva foi uma resposta ao pedido de habeas corpus feito pelo advogado Bruno Ferullo Rita, representante legal de Marcola. Em comunicado à CNN, o advogado destacou que “a segregação cautelar não pode ser mantida sem a devida atenção ao princípio da razoabilidade da prisão”. Segundo Ferullo, “não é crível que uma pessoa seja mantida presa preventivamente há mais de 16 anos, sendo que a demora no curso da relação processual não pode ser imputada à defesa técnica, afinal, esta apenas exerce seu direito”.
Juntamente com Marcola, outros quatro réus tiveram o excesso de prazo da prisão preventiva reconhecido. No total, o processo envolvia 19 acusados respondendo por crimes que incluíam homicídio, tráfico de drogas, tentativa de homicídio e associação ao tráfico.
Os atos de violência organizada de 2006 são considerados o maior ataque da história recente contra a polícia no estado de São Paulo, resultando em 564 mortes e 110 feridos em apenas nove dias, entre 12 e 21 de maio.
Veja também






