A coluna Grande Angular do Metrópoles, publicada nesta segunda-feira, tinha um objetivo claro: tentar desmontar a aliança entre PSD e Avante em torno de José Roberto Arruda. O tom era negativo, o foco era desqualificar. Mas o tiro saiu pela culatra de forma quase cômica. No esforço de atacar, acabou admitindo tacitamente o que muitos já sabem: Arruda vai participar das eleições.
Por mais que insistam em grudar a pecha de “inelegível”, a narrativa desmorona. Não há amparo jurídico sólido para impedir a candidatura. A lei vigente garante sua elegibilidade. E o simples fato de a matéria tratar dele como uma força política real — com o clássico “vem aí” — revela que, no fundo, até os colegas do Metrópoles já sabem: o registro da campanha de Arruda vai ser validado e ele estará nas urnas.
É curioso como funciona. Quando o assunto é Arruda, a lupa é forte, o tom é de condenação antecipada e o dedo apontado não para. Mas quando o tema são os escândalos que cercam o Palácio do Buriti… Mas isso é outra história.
A tentativa de descontruir moralmente a chapa acabou funcionando como holofote. Em vez de enterrar a candidatura, a matéria reforça a percepção de que Arruda continua sendo um nome que incomoda, que polariza e que, acima de tudo, não pode mais ser ignorado.
Durmam com isso. Ou acordem e observem: quando tentam desqualificar um candidato e, no meio do processo, acaba confirmando que ele estará na disputa, o tiro sai pela culatra. Assim Arruda nem precisa de propaganda. O jogo segue. E a eleição está cada vez mais perto.






