Saiba quais são as medidas medidas econômicas de Milei para conter inflação e déficit fiscal

O presidente eleito da Argentina, Javier Milei | Foto: Emiliano Lasalvia/AFP

Ministro da Economia apresenta pacote de 10 ações para enfrentar a crise econômica no país

O ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo, revelou um conjunto de medidas econômicas em um esforço para combater a inflação de três dígitos e o considerável déficit fiscal do país.

Durante um pronunciamento gravado e transmitido por volta das 19h (horário de Brasília), Caputo expressou a necessidade de evitar uma possível catástrofe econômica.

As medidas anunciadas incluem:

  1. Não renovação de contratos de trabalho do Estado com menos de um ano de vigência;
  2. Suspensão da publicidade oficial nos meios de comunicação;
  3. Redução significativa dos ministérios e secretarias do governo federal;
  4. Redução do valor mínimo das transferências discricionárias para as províncias;
  5. Ausência de novas licitações do governo para obras públicas;
  6. Diminuição de subsídios para energia e transporte;
  7. Manutenção dos planos de apoio ao trabalho segundo as diretrizes de 2023;
  8. Alteração oficial da taxa de câmbio para 800 pesos por dólar;
  9. Substituição do sistema de importações SIRA por um novo sistema estatístico e informativo;
  10. Expansão do plano de atribuição universal por filho ou filha e aumento de programas alimentares em 50%.

Caputo destacou que as ações visam controlar a inflação, que atingiu cerca de 142% nos últimos 12 meses até outubro. Ele alertou, no entanto, que a situação não será aliviada para a população a curto prazo, prevendo um período de dificuldades antes de qualquer melhora.

O ministro enfatizou a necessidade de resolver o déficit fiscal do país, mencionando que a Argentina registrou déficits em 113 dos últimos 123 anos.

O pacote econômico também concentra esforços nas transações internacionais, planejando eliminar impostos sobre exportações e modificar o sistema de aprovação de licenças para importações.

Caputo afirmou que a Argentina buscará resolver o problema na raiz e enfrentar a questão do déficit fiscal de forma a não depender excessivamente de empréstimos externos para financiar suas despesas.

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