Seguidores de Milei realizam “velório” do Banco Central e do peso argentino às vésperas da posse presidencial

Economista libertário, eleito com 55% dos votos, promete fechar o órgão financeiro nos próximos anos e dolarizar a economia em até dois anos

Na noite do sábado (9), seguidores do presidente eleito da Argentina, Javier Milei, organizaram um evento simbólico em frente ao Banco Central da República Argentina (BCRA), no centro de Buenos Aires, marcando um “velório” da instituição. A ação foi caracterizada pela presença de velas, coroas de flores em formato das letras BCRA e manifestações contra o peso argentino.

Javier Milei, economista ultra libertário, que assume a presidência do país neste domingo, prometeu durante sua campanha o fechamento do Banco Central nos próximos anos. Ele atribui à instituição a responsabilidade pela inflação e a considera como ferramenta de políticos para prejudicar os argentinos.

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Os participantes do evento entoaram o hino nacional argentino e distribuíram panfletos com “avisos fúnebres” sobre o peso argentino, o Banco Central e os diferentes valores de câmbio do dólar no país. Um dos comunicados lamentava a situação atual da moeda, referindo-se à década de 1990, quando o peso argentino foi artificialmente mantido no mesmo valor que o dólar norte-americano.

Entre suas propostas, Milei planeja dolarizar a economia argentina em um prazo de até dois anos, buscando encerrar as políticas intervencionistas e emissões inflacionárias associadas à atuação do Banco Central Argentino. A mensagem transmitida durante o “velório” enfatizava o encerramento simbólico da instituição, formalizado pelo resultado eleitoral do segundo turno em 19 de novembro de 2023, dia da vitória de Milei.

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