Tecnologia e virtualização em perícias nos locais de crime

A Polícia Civil do Distrito Federal—PCDF, por meio do Departamento de Polícia Técnica e do Instituto de Criminalística (IC/DPT), tem avançado nos últimos anos na transformação das perícias de engenharia e de local de crime. Reconhecida pela busca constante de inovação para aprimorar a investigação policial e a atuação técnica, a instituição agora reformula a produção de provas periciais com foco na digitalização e na precisão metodológica.

Com a aquisição de equipamentos de ponta, como laser scanners e aeronaves remotamente pilotadas (drones) dotadas de recursos específicos para mapeamento aéreo, os peritos criminais em campo contam com tecnologias que superam as tradicionais máquinas fotográficas. Os investimentos realizados para a modernização e a incorporação dessas ferramentas de última geração somam aproximadamente R$ 1,8 milhão. O aporte financeiro evidencia o compromisso institucional da PCDF com o fortalecimento da atividade pericial e com a inovação científica aplicada à segurança pública.

A grande contribuição dos novos equipamentos consiste na capacidade de mapear tridimensionalmente o local do fato, registrando as características físicas, nuances e vestígios de forma rápida e exata. Os dados espaciais capturados, após processamento computacional, permitem a obtenção de uma versão digitalizada, fidedigna e tridimensional do ambiente da ação delituosa. A virtualização transforma dados brutos em modelos digitais detalhados, que trazem diversos benefícios práticos para o esclarecimento de crimes.

Em primeiro lugar, a tecnologia permite ilustrar o cenário e suas particularidades por meio de figuras 3D, videoanimações e aplicações interativas nas quais é possível percorrer o ambiente virtualmente. Essa riqueza de detalhes auxilia desde as equipes de investigação de campo até os integrantes do Tribunal do Júri durante o julgamento.

Em segundo lugar, surge a possibilidade de revisitação do local a qualquer tempo. Dúvidas ou controvérsias que venham a surgir anos após o fato podem ser esclarecidas por meio do retorno ao cenário na sua versão digital. Um exemplo prático é a simulação do campo de visão de uma testemunha: ao posicioná-la dentro do modelo digital, a perícia consegue avaliar se ela seria realmente capaz de observar determinado objeto ou evento sob as condições descritas.

Por fim, os modelos tridimensionais ampliam a capacidade de análise dos peritos criminais responsáveis por interpretar os vestígios e reconstituir a dinâmica dos fatos. Com base em dimensões precisas, torna-se possível estimar trajetórias balísticas, calcular grandezas físicas e simular hipóteses sobre o ocorrido.

O trabalho coordenado entre os peritos que atuam em campo e os profissionais especializados em modelagem gráfica e geoprocessamento otimiza o ritmo de virtualização dos cenários de crime, viabilizando a ampla utilização desse recurso de inteligência pela PCDF.

Assessoria de Comunicação – Ascom/DGPC

PCDF, excelência na investigação!





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