A terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF em 4/3/2026, trouxe a prisão preventiva de Daniel Vorcaro (dono do Banco Master) e outros, com indícios graves: invasão ilegal de sistemas sigilosos da PF, MPF, Interpol e até do FBI, além de uma estrutura de “milícia privada” (apelidada de “A Turma”) para ameaças, monitoramento e obstrução de justiça contra adversários, jornalistas e autoridades. Crimes como lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa se somam ao rombo bilionário — créditos podres de R$ 12,2 bilhões que o BRB comprou, gerando perdas que agora o governo tenta tapar com patrimônio público.
Vorcaro já admitiu em depoimento à PF conversas com Ibaneis Rocha sobre a venda do Master ao BRB — operação barrada pelo BC, mas defendida publicamente pelo governador como “estratégica”. Alertas da imprensa, do BC e de especialistas ecoaram por meses: “não faça isso”. Ibaneis seguiu em frente. Agora, com Vorcaro de volta à cadeia (e sob risco de delação premiada para aliviar a pena), a conjectura nos bastidores é inevitável: o banqueiro, acuado por invasões internacionais e obstrução violenta, pode abrir o jogo sobre quem facilitou ou acobertou o esquema. Ibaneis, como interlocutor direto, surge como alvo lógico de qualquer colaboração — o primeiro da fila para delatar, hipoteticamente, para escapar de celas piores.
No Palácio do Buriti, o medo deve ser duplo. De um lado, Ibaneis teme o que Vorcaro pode revelar sobre negociações, apoios ou omissões que agravaram o rombo do BRB — prejuízo ainda não mensurado, mas que pode cair no colo do contribuinte do DF. Do outro, Celina Leão, herdeira do projeto, vê o governo afundar em um dos maiores escândalos financeiros recentes, com risco de implodir sua pré-candidatura em 2026. O voto popular será impiedoso se o cheiro de fraude e conivência se confirmar.
Tudo isso precisa passar pelo devido processo legal — investigações, provas, contraditório. Mas as evidências na cara (prisões, acessos ilegais ao FBI, milícia armada) tornam difícil imaginar que o esquema foi mero acidente. Se delações vierem, o Buriti pode tremer. O povo do DF merece respostas rápidas, não mais encobrimento.
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