Ministros discutem diferenças entre criminalização da maconha e produtos prejudiciais já permitidos no país. Placar de votação indica maioria a favor da descriminalização.
Por Rogério Cirino
Na sessão realizada pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (24), que avaliou a questão da descriminalização da maconha, uma discussão surgiu a respeito das incongruências entre a criminalização da maconha e a permissão de venda de bebidas alcoólicas e cigarros. A presidente do tribunal, Rosa Weber, levantou a hipótese de proibir a comercialização de whisky, mas recebeu uma resposta bem-humorada do ministro Luís Roberto Barroso, que alegou que isso seria uma “violação de direitos humanos”. O julgamento apresenta um placar de 5 votos a favor da descriminalização do porte pessoal de maconha e 1 voto contrário, emitido por Cristiano Zanin.
Veja também: Conforme avança a crise bilionária do banco o temor da líquidação se torna mais real e imediato. Entenda como ficariam contas-salário, empréstimos consignados e investimentos dos servidores e clientes do… Fapeg lança chamada pública para projetos que visam prevenir incêndios no Cerrado A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), em parceria com a Fundação Grupo Boticário,… A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 6ª DP (Paranoá), deflagrou, nesta quarta-feira (15), a Operação “Game Over”, realizada de forma conjunta e com o apoio do… A Polícia Civil do Distrito Federal, por intermédio da DRCA/PCDF, prendeu em flagrante, nesta terça-feira, 14, um homem investigado por maus-tratos a animais, após equipe policial constatar a manutenção de… Governo de oiás e Prefeitura de Goiânia realizam mutirão de cadastramento para 496 apartamentos a custo zero na capital (Fotos: Octacílio Queiroz e Edgard Soares) A Agência Goiana de Habitação… Operação Narco Fluxo investiga esquema bilionário de lavagem de dinheiro que movimentou R$ 1,6 bilhão em dois anos. Artistas e influenciadores seriam usados como “escudo” de legalidade. A Polícia Federal… Nesta manhã, a Polícia Federal prendeu Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB. O homem que Ibaneis Rocha colocou no comando do banco do Governo do Distrito Federal agora está atrás… A Caixa Econômica Federal começa a pagar a parcela de abril do Bolsa Família. Recebem nesta quinta-feira (16) os beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 1. Ao todo… Paulo Henrique Costa foi detido nesta quinta-feira (16) na quarta fase da Operação Compliance Zero. Ele já havia sido alvo da primeira etapa da investigação em novembro do ano passado…. Contando com gols de Raniele e Gustavo Henrique o Corinthians derrotou o Santa Fe (Colômbia) por 2 a 0, na noite desta quarta-feira (15) em Itaquera, e garantiu 100% de…
O único voto contrário à descriminalização foi proferido por Cristiano Zanin, que destacou preocupações sobre os efeitos da inconstitucionalidade do artigo 28 da lei, que poderiam agravar o problema do encarceramento em massa de pessoas vulneráveis. Zanin também apontou que o porte para uso pessoal já não é punido com prisão no Brasil, mas sim com advertência, cestas básicas ou medidas educativas. O ministro propôs um limite de 25 gramas ou seis plantas fêmeas como quantidade aceitável para o porte pessoal.
Entretanto, Zanin concordou com a maioria no ponto de estabelecer limites objetivos para diferenciar usuário e traficante, uma vez que a lei atual não define uma quantidade específica para tal diferenciação. A presidente Rosa Weber aderiu à sugestão de Moraes e fixou o limite em 60 gramas. Já o ministro Luís Barroso, inicialmente favorável a um limite de 25 gramas, alterou seu voto para até 100 gramas, demonstrando abertura para discussões em busca de um consenso. O julgamento encontra-se momentaneamente interrompido devido ao pedido de vistas do ministro André Mendonça.
Veja também:







