Barroso faz piada em julgamento que pode discriminalizar maconha: ‘e se proibir o whisky’

Ministros discutem diferenças entre criminalização da maconha e produtos prejudiciais já permitidos no país. Placar de votação indica maioria a favor da descriminalização.

Por Rogério Cirino

Na sessão realizada pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (24), que avaliou a questão da descriminalização da maconha, uma discussão surgiu a respeito das incongruências entre a criminalização da maconha e a permissão de venda de bebidas alcoólicas e cigarros. A presidente do tribunal, Rosa Weber, levantou a hipótese de proibir a comercialização de whisky, mas recebeu uma resposta bem-humorada do ministro Luís Roberto Barroso, que alegou que isso seria uma “violação de direitos humanos”. O julgamento apresenta um placar de 5 votos a favor da descriminalização do porte pessoal de maconha e 1 voto contrário, emitido por Cristiano Zanin.

Veja também:

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, marcou para a próxima terça-feira (6) a análise em Plenário da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do fim da escala 6×1 e da redução…

A Polícia Federal (PF) está investigando supostas ameaças à Embaixada dos Estados Unidos no Brasil. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em São Paulo e no entorno do…

Na semana em que o Brasileirão Feminino chega ao fim, a TV Brasil reafirma seu compromisso com a modalidade e anuncia desde já uma nova etapa de sua cobertura esportiva….

O vice-presidente da Bolívia, Edmand Lara, afirmou nesta quinta-feira (2) que o governo do presidente Rodrigo Paz – de quem se afastou politicamente no início do mandato –, deve forjar…

Candidato liga cancelamento do debate da Globo a ataque à expressão O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) fez um breve ato nesta manhã em frente ao Supremo Tribunal Federal….

A fome no Iêmen está se agravando, com número recorde de pessoas incapazes de suprir suas necessidades alimentares à medida que o conflito se intensifica no país, informou o Programa…

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta sexta-feira (2) medidas para recolher lote falsificado e proibir a fabricação, comercialização e uso de diversos cosméticos e saneantes sem regularização…

As embaixadas dos Estados Unidos (EUA) e da Austrália no Brasil anunciaram a suspensão dos serviços consulares a partir desta sexta-feira (2) em todas as cidades com  atendimento presencial, alegando questões de segurança. Porém,…

Manifestação está marcada para as 11h desta sexta no DF O presidente nacional do Avante convocou a população, em especial os moradores do Distrito Federal, para uma manifestação com a…

TRE-DF aponta falta de prova e fixa multa diária de R$ 5 mil A Justiça Eleitoral determinou que a candidata ao Senado Bia Kicis (PL) retire, em 24 horas, um…

O único voto contrário à descriminalização foi proferido por Cristiano Zanin, que destacou preocupações sobre os efeitos da inconstitucionalidade do artigo 28 da lei, que poderiam agravar o problema do encarceramento em massa de pessoas vulneráveis. Zanin também apontou que o porte para uso pessoal já não é punido com prisão no Brasil, mas sim com advertência, cestas básicas ou medidas educativas. O ministro propôs um limite de 25 gramas ou seis plantas fêmeas como quantidade aceitável para o porte pessoal.

Entretanto, Zanin concordou com a maioria no ponto de estabelecer limites objetivos para diferenciar usuário e traficante, uma vez que a lei atual não define uma quantidade específica para tal diferenciação. A presidente Rosa Weber aderiu à sugestão de Moraes e fixou o limite em 60 gramas. Já o ministro Luís Barroso, inicialmente favorável a um limite de 25 gramas, alterou seu voto para até 100 gramas, demonstrando abertura para discussões em busca de um consenso. O julgamento encontra-se momentaneamente interrompido devido ao pedido de vistas do ministro André Mendonça.

Veja também:

website average bounce rate

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui