Relator propõe medida destinada a bancadas partidárias, mas Planalto busca equilíbrio no repasse de recursos
O embate em torno das emendas parlamentares ganha novo capítulo no cenário político brasileiro. O relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2024, deputado Danilo Forte (União Brasil-CE), anunciou a inclusão de uma nova modalidade de emendas destinadas às bancadas partidárias. A proposta, porém, gera debates sobre sua obrigatoriedade de pagamento pelo Executivo.
A medida proposta ainda carece de definições cruciais: não se estabeleceu se essa emenda será de execução compulsória, à semelhança das emendas individuais e de bancada já existentes. O controle do ritmo de pagamento das emendas pelo governo é um ponto de tensão, já que este costuma direcionar os repasses em momentos estratégicos, próximos a votações relevantes.
Veja também: A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu alerta sobre risco de deficiência de vitamina B6 em pacientes que utilizam medicamentos contendo carbidopa/levodopa, indicados para o tratamento da doença de… A noite da última terça-feira (15) foi histórica para o futebol de mulheres baiano, com o recorde de público para a modalidade no Arena Fonte Nova, em Salvador. No entanto,… A definição dos dois primeiros semifinalistas da Copa Sul-Americana manteve viva a possibilidade de uma final 100% brasileira. Graças ao Vasco, que derrotou o Santa Fe por 2 a 0… O processo teve o sigilo retirado; a consulta pública está no portal do STF O número único do processo de Daniel Bueno Vorcaro no Supremo Tribunal Federal é 0165738-43.2026.1.00.0000. Na… A sessão de terça no STF acabou sem mérito, com vista de Dino, racha explícito e o Supremo jogando a crise para as urnas. O julgamento que deveria limpar a… Fundo de R$ 20 mil contra piso de R$ 150 mil; Octávio e Kontoyanis no alvo A insatisfação com o fundo eleitoral chegou à nominata proporcional do PSD-DF e ameaça… O Brasil deve ampliar a regulação de plataformas digitais e a fiscalização do compartilhamento de conteúdos feitos com Inteligência Artificial. Foi o que defenderam as pesquisadoras Fernanda Rodrigues, diretora executiva… A seleção masculina de vôlei estreou com triunfo no Campeonato Sul-Americano da modalidade, que classifica o campeão à Olimpíada de Los Angeles (Estados Unidos). Nesta terça-feira (15), os brasileiros venceram… O Fluminense é o primeiro classificado às semifinais da Libertadores. O Tricolor se garantiu nesta terça-feira (15), mesmo com a derrota por 2 a 1 para o Platense no Coliseo… O Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, recebeu a primeira edição do Women’s International Football Summit (Wifs). O evento, voltado à expansão, crescimento e visibilidade do futebol feminino, ocorreu entre segunda…
A discussão em torno da nova emenda revela um embate entre os poderes. Se tornar-se impositiva, a alocação do orçamento da União ficaria ainda mais sob o domínio do Congresso Nacional, contrastando com a gestão atual, em que o Executivo possui certa autonomia no cronograma de pagamentos.
A proposta surge após o fim das emendas de relator, conhecidas como “orçamento secreto”, declaradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal em 2022. Forte defende a transparência da nova medida, argumentando que a “RP-5” – como tem sido chamada – terá origem, destino e acompanhamento claros, visando evitar a opacidade que marcou as emendas anteriores.
Ainda que a intenção seja oferecer maior transparência e controle sobre a destinação dos recursos, a discussão continua acalorada no âmbito político, onde a autonomia na gestão do orçamento se torna o centro das atenções em um embate entre os poderes.
Veja também:






